domingo, setembro 26, 2004

Jantar de Lokis



Ontem fomos todos ao Dom Bife comer umas espetadas! Ficou logo combinado no último dia da Colónia (já lá vai um mês!) um jantar de convívio para matar as saudades daquele tempo. E cada lugar estava marcado com este Odin a anunciar o jantar feito pela Marta Garcia. Impressionante a paciência desta loki. Vejam só o detalhe do corte do boneco, da base com bolinhas e da haste que os une... e multipliquem isso por 17!

Porém contámos com as desistências do Bernardo, do Rossi e da Daniela, ficando a mesa um pouco menos composta. Não foi por isso que a festa não se fez, faz-se sempre.

Começou logo no jantar, onde não prescindimos, claro, das orações, com todas as pessoas atónitas a olharem para nós. Cantámos aquela do Obrigado meu Senhor, com ritmos e palmas, à Rossi.

Resfaltelados fomos, depois de superada a tarefa de estacionar o carro, ao Adro Bar para uma sessão de Karaoke emocionante que até metia bailarico.

Depois disso fomos ver fotos no computador da Tânia para recordar aqueles momentos impecáveis que nos uniram. E acabámos a noite a comer umas bifanas, depedindo-nos até um próximo encontro que se quer próximo.


sábado, setembro 25, 2004

Rallye



Fui às compras com o meu pai e não é que estava estacionado à entrada do Continente de Leiria o Clio do Pedro Matos Chaves. Isto porque estava a decorrer o Rally Rota do Vidro a contar para o campeonato nacional. Como não era muito longe e ainda iríamos a tempo fomos lá espreitar.

A estrada que vai da Marinha Grande até S. Pedro de Moel estava cortada, pois parte do troço era mesmo pela estrada principal, entrando depois nas estradas mais antigas das Matas Nacionais, mas sempre em alcatrão nas 15 super-especiais (mapa).






     +fotos


Amontoaram-se muitas pessoas para apreciar aqueles carros em altas rotações, principalmente em cima de uma barreira que dava para os ver a entrar em curva apertada na estrada velha, ficando a estrada nova toda marcada das derrapagens e um cheiro intenso a borracha queimada no ar. E uma criancinha a imitar o barulho dos carros com a boca: vruumm, vruumm! E eis como apreciar um rallye em segurança.

Depois disto dava vontade de ir atrás deles à mesma velocidade, mas seríamos confrontados com um agente da autoridade. Portanto, o melhor é mesmo deixar isso para quem sabe...

sexta-feira, setembro 24, 2004

Tasquinhas

Foi o fim-de-semana passado, nas Cortes. Já não era a primeira vez, pelo que se torna mais fácil logisticamente, por já ser quase um hábito.

Desta vez, porém, a animação que rondou as colectividades da freguesia das Cortes participantes baseou-se apenas nos comes e bebes. Eram oito tasquinhas incluindo a da Filarmónica das Cortes onde eu estava.

A palavra de ordem era o convívio, e isso através do divertimento, seja a servir refeições, seja a dançar no bailarico onde às tantas se trocava de par. Dentro da tasquinha o ambiente é sempre frenético, para despachar o mais depressa possível os pedidos. Fora dela a calmaria é apenas aparente. As muitas pessoas que felizmente afluiram a esta bela aldeia fizeram a animação elas próprias pela noite fora, mesmo depois de o artista se ir embora.

Para o ano há mais!

quinta-feira, setembro 23, 2004

Jogos de Lógica

Este tipo de jogos tem um interesse muito grande por parte das companhias recrutadoras, nomeadamente consultoras. Um candidato depara-se com certas e determinadas situações a que não está habituado e, em pouco tempo, tem de dar uma resposta ao que lhe é perguntado.

O curioso dos jogos da Lógica é que são sempre extremamente simples quando se sabe a resposta, claro, mas podem-nos entreter boas horas para chegar à solução se não desistirmos a meio. E quando lá se chega há sempre um ligeiro esboço de um sorriso, por se ter resolvido finalmente aquilo, a par com uma certa constatação estupidificante por se ter demorado tanto tempo.

No entanto, a verdade é que estes jogos são na maioria muito bem pensados e interessantes por não serem óbvios e se mostrarem como um desafio... que é isso que vos deixo agora!

1. Imaginem um número N composto por quatro algarismos: N=abcd, em que a, b, c e d são algarismos. Se N respeitar a seguinte operação:
   b d a c
+ d c b a
= a b c d = N

Qual é o valor de a, b, c e d?

2. Um número primo é apenas divisível por 1 e por ele próprio. Qual é o menor número primo que trocando um algarismo nunca mais poderá ser número primo?

3. Considera a seguinte operação onde os 10 algarismos foram substituidos por letras:

   BELOS
    OVOS
+      DA
 PASCOA

Qual é o algarismo associado a cada letra?

Divirtam-se...

segunda-feira, setembro 13, 2004

Scrabble

Quando se tem algum tempo tenta-se ocupá-lo de alguma maneira, às vezes até da melhor, mesmo que nem essa seja boa.

De qualquer maneira, este foi um divertimento algo educativo que encontrei, um pouco diferente da versão mais conhecida do jogo. No Scrabble normal dois jogadores acrescentam letras às palavras que um e outro já colocaram, para formarem novas palavras, expandindo-se no tabuleiro e atingindo o maior número de pontos possível.

O Scrabble Rack Attack é um pouco diferente e é interessante por se poder jogar individualmente. Com 7 letras que nos são dadas (o "rack") temos de achar todas as palavras que são possíveis (e aceites) de 3 a 7 letras. São perto de 40 palavras, sempre com as mesmas 7 letras.

Para além disso, o jogo é em inglês, o que constitui um desafio suplementar. É, no entanto, uma maneira interessante de enriquecer o vocabulário desta língua.

Quem quiser tem o jogo (4,65MB) e o crack para se poder jogar mais do que os 60 minutos da demonstração. Basta substituir o ficheiro executável pelo que está no crack e jogar... o tempo que se quiser!

Ah, e há uma tecla que grava e desliga rapidamente o jogo, a "Boss Key"!

quarta-feira, setembro 08, 2004

Portugal-Estónia

Scolari pediu, o povo dá. Dos 29900 lugares, 27114 estavam quentes. Muito público... mais ainda dado o preço de saldo dos bilhetes.

O primeiro grande desafio era arranjar um lugar para estacionar. Fui andando, fui andando até que acabei por estacionar mesmo à porta do estádio (grande sorte) num lugar meio ocupado por uma carrinha comprida. No fim foi o que me valeu para encontrar rapidamente o carro, pois tinha a traseira um bom bocado mais recuada que a dos outros carros em redor.

A Inês atrasou-se um bocado e, enquanto esperávamos à entrada da porta 4 por ela íamos ouvindo a música, os gritos, o hino, o apito inicial, os piropos, bem, e não havia maneira de estarmos todos! Tinham fechado um acesso quando o jogo começou e não deixavam passar quem não tinha bilhete, alegando que se tinham esgotado. Mas ela tinha-o... ou melhor, nós tínhamos o dela!

Do jogo vê-se seguramente menos estando lá do que se estivéssemos a vê-lo pela televisão, mas sente-se muito mais intensamente. E as jogadas mais interessantes eram aquelas em que a bola ou passava perto da baliza ou quase acertava nos seguranças que estavam sentados de costas para o campo! E gritava-se: Ahhhhh!... em ambos os casos.


Como não se faziam golos, fazia-se espectáculo. Um cameraman ia passando à volta do campo a filmar o público que, de vez em quando, aparecia no ecrã gigante. A Vanda ainda ameaçou que se não fosse filmada até ao intervalo invadia o campo como a outra que fez o Scolari esboçar um largo sorriso! Mas acabou por não cumprir a sua palavra.

O guarda-redes da Estónia era bastante assobiado. Coitado, parecia que tinha vindo directamente das obras, ainda com o colete amarelo! E o voz-off a anunciar a entrada de Miguel no jogo como se estivesse a anunciar o próximo número do circo:
-... e entra Miiiiiiiiiiiigueeeeel! Demais.

Os adeptos da Estónia (como tínhamos dúvidas em como se chamariam, chamavamo-lhes simplesmente Estóinos!) muito raramente se faziam ouvir. Havia uma dúzia deles, de azul e em pé o jogo todo. Acho que esperavam que os adeptos portugueses estivessem em aceitável silêncio para largarem um grito qualquer lá na língua deles, pois de outra maneira era impossível fazerem-se ouvir!

Finalmente lá para o fim do jogo quando já se começava a pensar que o marcador iria estar quieto, decidem começar a marcar a eito. Quatro golos num quarto de hora. O terceiro nem o vi, estava nesse preciso momento a fazer a onda e... é golo? Nem foi preciso levantar-me, pois já estava de pé. Lá agitei a bandeirola de plástico que me deram à entrada, mas encarquilhava-se toda. Dava melhor para bater na cabeça do vizinho do lado.

Piii, piii, piii e acabou-se por hoje.

terça-feira, setembro 07, 2004

Inscreva-se


Hoje fui à Faculdade para me inscrever em mais um semestre, o derradeiro.

Mas que complicação!

Aparecia no registo que eu ainda não tinha feito Informática, mas eu tinha feito, há muito, muito tempo atrás. Então andei entre secretaria, professor de informática, arquivos, gabinetes distantes com professores ausentes... Finalmente lá se esclarece tudo quando o Sr. Engenheiro João Matos liga para o meu telemóvel:
- Você de facto foi aprovado em 6 de Novembro de 2002. Vou já mandar essa informação para a secretaria.

Depois foi o módulo de Introdução à Negociação, que eu gostava de fazer. Os alunos de economia podem fazer a cadeira de Negociação, que tem como precedência aquele módulo. Mas, segundo me informaram, não podem fazer o módulo, de duração mais curta e direccionado aos alunos do curso de Gestão. Então em que mundo vivemos? Lá me disse em jeito de confissão:
- Sabe, é uma maneira de os de Economia não escolherem esta cadeira. Que absurdo! Pronto, lá desisti da ideia.

No meio de todas estas peripécias e mais algumas, o meu número para a inscrição lá passou sem eu dar por nada. Já é o costume dos outros anos! Há velhos hábitos que não se perdem.

E dia 20 lá estarei para começar as aulas em força e acabar aquilo tudo. Mai' nada!