quarta-feira, junho 30, 2004

Contra-fagote


O concerto do Ennio Morricone com a Dulce Pontes na segunda-feira em Monsanto foi bastante interessante e superou as minhas espectativas. Apesar de algum vento que se refletia por vezes em ligeiros ruídos no microfone, o concerto foi muito interessante.

As inúmeras pessoas que ali se encontravam (nunca pensei que estivesse ali tanta gente) disfrutaram de um bom concerto ao ar livre, num anfiteatro de degraus de pedra e relva, com alguns efeitos luminosos projetados para as copas das árvores que envolviam o palco, com a lua quase cheia sobre as nossas cabeças a dar o toque final.

Foi nesta Sinfonieta de Roma que Ennio dirigia que vi pela primeira vez "ao vivo" um dos instrumentos musicais mais graves que existem: pois, já adivinharam, porque está no título! Disputa o seu título de instrumento mais grave com a tuba, o contrabaixo de cordas ou, porque não, a balalaika contra-baixo! Impressionante!...

segunda-feira, junho 28, 2004

Tempo Livre

Que bom estar de férias! Nestes últimos dias tenho aproveitado para ir até à praia fazer o que tenho para fazer: nada! Só estar esticado na areia da praia ou a mergulhar na água do mar.

Também fui ao teatro, ou melhor, à escola superior de teatro ver duas peças de fim de ano. Gostei, apesar de serem ainda alunos e de terem muito ainda a aprender. Ontem vi a comédia "Ubu", sobre uma pessoa gananciosa que queria ser rei da Polónia a todo o custo, não olhando a meios para atingir os seus fins.

E cinema, antes que o mundo acabe, ao menos que o apreciemos. Pois, fui ver o dia depois de amanhã que fala de uma catástrofe que poderá provocar uma nova idade do gelo. Um filme de ficção bastante interessante, apesar de algo exagerado.

Engraçada foi a maneira como fui ver esse filme com mais duas pessoas (não vou mencionar nomes para não as denegrir!). Depois de termos ido tomar café à Praia Grande, para os lados de Sintra, fomos ao Colombo ver este filme. Mas o tempo para jantar escasseava. Fomos ao McDonald's e, se podemos entrar para o cinema com pipocas, por que não com hamburguers, batatas fritas, colas e saladas? Assim foi. Última fila, frente ao corredor, pic-nic no cinema, como que a viver o filme intensamente: levando mantimentos, pelo sim pelo não, já que dizem que isto está para acabar!

Hoje, depois de uma entrevista na desportiva para a Unilever, quero ir ver o concerto às 21:30 no Auditório Keil do Amaral em Monsanto pelo Ennio Morricone e Dulce Pontes. Acho que promete ser um grande espectáculo, tanto pela música como pela envolvência.

terça-feira, junho 22, 2004

Pinga

...pinga, pinga. Assim é que já chove em tempo de sol e praia. O que havemos de fazer? O tempo está todo trocado. São Pedro já não é o que em tempos foi: está a ficar velho e impreciso. Mudem de santo que se calhar é mais fácil que mudar a mentalidade humana.

domingo, junho 20, 2004

Todos lá dentro

Estamos nos quartos de final do Euro 2004, primeiros no grupo A, depois da abertura com o pé esquerdo. A selecção está de parabéns, mas quando nos cansarmos de festejar esta vitória frente à Espanha, queremos mais. Só mais três. Não é preciso mais nada por agora. Se assim for, até a taça fica cá dentro!


sábado, junho 19, 2004

No meio do mato

Já tinha saudades, confesso. É mais forte que eu. Andar por trilhos perdidos na serra de mota, bicicleta ou jipe, deixando atrás um rasto de poeira, com a emoção sempre à frente dos olhos...

Hoje eu e o Nuno organizámos um percurso de orientação para os pioneiros do nosso agrupamento se treinarem. Acabaram por não chegar ao fim, mas também não ficámos impávidos e serenos à espera que chegassem ao destino.

Fomos, isso sim, andar de jipe pelo imenso emaranhado de caminhos que a serra proporciona a quem dela quiser usufruir. Porém, não estávamos sozinhos nesta labuta de levantar gravilha. Isto porque havia uma corrida de carros que tinha a ver com a festa de S. António nas Cortes.

O que eu tento fazer é ir sempre por um caminho diferente, tornando a aventura ainda maior e mais emocionante. Isto não quer dizer que ande perdido. Sei onde estou minimamente, mas não conheço o caminho em particular. Deste modo não só passo a conhecer muitos mais caminhos e a sua ligação entre eles, como aprecio sempre coisas novas e diferentes. Assim vou conhecendo a envolvente natural desta bela terra onde vivo.

sexta-feira, junho 18, 2004

Eles sabem o que é bom!

Os jogadores da selecção francesa depois de perderem dois pontos contras os croatas em Leiria neste surpreendente Europeu de futebol, tinham de ir repôr forças num local escolhido minuciosamente.

É caso para dizer que vieram de França não tanto preocupados com este jogo contra a Croácia (assim foi que nem o ganharam), mas com o seu fantástico jantar depois do jogo em Leiria.

Foi por isso que se deslocaram às Cortes. Nem outra coisa lhes passou pela cabeça. Então deveriam ser tantos os polícias a fazer a segurança como os jogadores a serem assegurados dela.

Como a população das Cortes é pacífica tinham de se entreter de alguma maneira e lá começam a passar multas por isto e por aquilo. E os franceses lá ganharam alguma coisa naquele dia: o repasto e o conhecimento daquela bela localidade.

segunda-feira, junho 14, 2004

Pen Friend

Ontem quando fui a casa depois de longa ausência a minha mãe mostrou-me uma carta que tinha chegado para mim. Suspeitei logo de quem pudesse ser. É inevitável, perante tal objecto, fazer juízos e pensar quem poderia estar a pensar em mim para dispender algum tempo a escrever-me uma carta.

Foi então que me apercebi de quem era e o associei ao momento em que conheci este amigo, já lá vão alguns meses. Não esperava sinceramente que ele me escrevesse, mas afinal, a verdade foi que sempre o fez. Que bom!...

É engraçado o nome que ele usa, bastante grande e descritivo, mas que me ficou logo no ouvido:
Ministério da Administração Interna
Polícia de Segurança Pública
Comando de Polícia de Leiria
Esquadra de Trânsito de Leiria!

quarta-feira, junho 09, 2004

Fotografia

Ontem fui inesperadamente ver uma exposição de fotografia no Museu da Cidade, no Campo Grande. Inesperadamente, porque estavam as minhas vizinhas a sair para a exposição e, naquela conversa de elevador (ou quase, pois estavam à espera dele), lá me perguntaram se eu queria ir também e eu... não vi por que não.

Não era tarde nem era cedo. Num instante vesti-me e fomos na limusina mercedes, comprida, amarela e marcada com o número 50 até ao Campo Grande. Era a abertura da exposição dos alunos da escola de cinema que tinham de apresentar fotos no formato digital e analógico.

A Simone era uma delas. Minha vizinha e colega das raparigas com quem eu ia, lá nos guiou pelas várias fotos. Haviam lá umas bastante boas para aprendizes, mas outras contrabalançavam e mostravam que, de facto, aquilo não era ainda fotografia profissional.

Bem, naquela noite quente ainda estavam dispostas umas mesas com aperitivos para os corajosos visitantes darem um bocadinho ao dente. E ainda bem, porque eu ainda não tinha jantado!