quinta-feira, dezembro 30, 2004

Dois clãs


Programou-se uma actividade para a altura do Natal entre os Clãs Madre Teresa de Calcutá, que abarca os agrupamentos de Sto. Agostinho, Pousos e Barosa, e o Clã Beato Nuno Álvares Pereira, da Sé, Leiria. Essa actividade realizou-se de maneira imprevisível.

A preparação da actividade foi algo atabalhoada por não se perceber bem o que cada um tinha de fazer e em que ponto estávamos em cada reunião. Depois também não tivemos sorte com a marcação do local de dormida e uma acção de serviço em redor da Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz.

Então, num plano B, fomos para mais perto. A caminhada foi da Batalha (Quinta do Escuteiro) até à antiga escola primária de Barreira d'Água, onde pernoitámos e pintámos as paredes do hall de entrada, e, finalmente, até à casa do NEL em Chão de Pias.

A actividade de serviço que pudemos realizar na Casa do Bom Samaritano foi extremamente enriquecedora. Fomos animar senhoras deficientes mentais profundas. Contra qualquer preconceito, dançámos com as "meninas", que tinham uma resistência física notável. E qual não era a importância do mais simples gesto! Devíamos vê-las como nossas irmãs, como sugeriu a irmã Ana que nos recebeu.

No último dia, numa equipa diferente, aconteceu de tudo no hike. Ler os classificados do Correio da Manhã, vómitos, corrida atrás de sacos de lixo que voavam, fotos artísticas no moinho e marco geodésico da Aguda, salto ao fardo da palha, atalhar à bruta, subir com a mochila às costas a íngreme Costa de Alvados, mesmo ao lado da Fórnea, ou assistir a uma mochila a rebolar por esse mesmo monte abaixo, apenas porque umas vacas se estavam a aproximar e o instinto assim ditou!

Que maluqueira!...

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Explorar Óbidos


Os exploradores do Agrupamento 1198 de Santo Agostinho fizeram a sua actividade de Natal de sábado a terça em Óbidos, acantonando na estação de comboio desta vila. Eu colaborei nos dois últimos dias, onde o raid foi o principal.

As três patrulhas, chita, morcego e pinguim, tinham muitas histórias para contar pelas várias peripécias que iam acontecendo. Uma delas foi o terem deixado voar a carta que os orientava e depois queixavam-se por se terem perdido! Outra foi o terem dado confiança a um cão que passou a acompanhar a patrulha todo o raid e até dormiu à porta da estação à espera de mais festas e comida. Ou até os escorreganços pela lama do percurso que atalhava das muralhas da Vila até à estação de comboios abandonada. Ou ainda as sanitas que se entupiram e que a Inês, com as dicas do treinador (eu), desentupiu graciosamente; tanto que no fim até cheirou o piaçá!

Foi uma experiência bastante interessante que me permitiu conhecer melhor uma das secções do meu agrupamento.


Encontro de Monitores

No fim-de-semana passado vários monitores dos 4 turnos deste ano participaram no encontro. Começaram a chegar a partir das 15h, a hora combinada, e quando já estavam suficientes dividiram-se em dois grupos: um fazia uma árvore de Natal, o outro o presépio. Mas não haviam nem árvore nem figuras… tínhamos de usar a imaginação.

A criatividade levou a uma árvore de Natal feita de um cone de papel cenário pintada artisticamente com rasgos de guache, que fazia lembrar as fitas coloridas que se lhes costuma pôr.

O presépio tinha os três reis magos (três garrafas de Frize), a Virgem Maria e o S. José (duas garrafas de água Marão) e o menino Jesus em palhas deitado (uma garrafinha de Martini). A gruta era um caixote do lixo deitado e tapado com panos, o chão era uma tapete vermelho e até haviam duas grandes dunas: as costas de duas cadeiras. Os animais também estavam presentes, de entre os quais a vaca e o burro, as ovelhas acompanhadas do seu pastor (outra garrafa) e um galo no cimo da gruta. Para dar mais realismo a este presépio, usámos uns autocolantes que tinham várias formas e deram para fazer as caras das personagens e tinham até já alguns animais desenhados. E assim se fez um presépio original e contemporâneo a partir de coisas vulgares.

Foi muito animado o encontro de monitores com a preparação das actividades pelas equipas N, A, T e L, as letras do Natal! Uma apresentação em negativo onde se via apenas a nossa sombra e deveríamos dizer o que não somos: é mais difícil do que parece! Ainda vimos relatos natalícios, inclusive o do Pai Natal e o de uma rena, cuja voz foi distorcida para sua protecção.

Este encontro serviu para matar saudades da Saudade e também dos outros monitores, da casa da praia, do Santola e do Sr. André, da praia do Pedrogão e lembrar os muitos meninos que se divertiram connosco e nós com eles. Serviu para recordar bons tempos que se esperam repetir nos próximos verões.

sábado, dezembro 18, 2004

Recuar no tempo


Lidar com crianças é sempre uma experiência surpreendente e imprevisível. A sua energia é contagiante, mas ao fim de pouco tempo essa boa disposição angélica transforma-se em chinfrineira paranóica.

Estes foram os miúdos, calmos na foto, que fizeram um jogo de cidade por vários pontos de interesse da cidade de Leiria. À tarde um jogo no castelo onde eles eram transportados no tempo com os pós da Sininho fez as maravilhas desta gente. Isto porque encontravam mesmo personagens antigas em carne e osso! Um soldado desajeitado, um frade desconhecido, uma princeza grávida, um aldeão deslocado, para uma tarde bem passada.

A mim calhou-me esta bela armadura cromada cujas perneiras estavam sempre a cair e a ferir os joelhos. Até estou guarnecido de uma cota de malha (feita de tecido, entenda-se) e espada da época!

Espero que os miúdos se tenham divertido tanto como eu. Agora já quero participar com os exploradores, em actividade em Óbidos até terça-feira.

sábado, dezembro 04, 2004

Miau

O sucesso deste grupo supera mesmo os melhores momentos do quarteto dos três irmãos, Pedro e Paulo, a solo. Assim é que são usadas expressões destes senhores no nosso quotidiano e tal.


Para além disso, os seus sketches são venerados, mesmo durante os feriados ou depois de almoço. Instalaram-se completamente na nossa vida, que até no CIP ao vê-los aprendemos que é bem difícil descer montanhas que subi-las, não vá um gajo esquecer-se de qualquer coisa!

O preocupante aconteceu esta semana quando um grupo da cadeira de Comportamento Organizacional decide apresentar o seu trabalho sobre este bicho. Meus amigos, há certas e determinadas coisas com as quais não se brinca. Ai o camandro!