domingo, janeiro 30, 2005

Orientação

Este fim-de-semana experimentei este desporto no VIII Meeting de Orientação do Centro, na Praia da Vieira. Trata-se de algo muito simples: temos um mapa detalhado da zona da prova, no qual estão assinalados os postos por onde temos de passar, e o objectivo é simplesmente percorrer todos os postos, pela ordem indicada, no mínimo de tempo possível.

A dificuldade aparece quando, para fazermos menos tempo vamos a correr e vemos mal o mapa, quando pensamos que encontramos o "nosso" posto e afinal faz parte de outro percurso ou quando nos enganamos a ler os sinais do mapa. Os melhores praticantes de Orientação têm boa memória (memorizam mais rapidamente o caminho) e orientam-se por elementos mais imutáveis, como relevo.

A prova foi organizada pelo COC - Clube de Orientação do Centro, e estava bastante bem organizada, com indicações para chegar ao local, com a programação das partidas dos atletas ao minuto, todos os minutos, durante 1h41min, pela sincronização do sistema em que assim que acabámos a prova, recebíamos um papel com os tempos totais e por cada posto e até pela logística, visto que aderiram centenas de participantes, também por esta ser uma prova aberta (ao público em geral) e por ser pontuável para o campeonato.

Ficou o bichinho, agora é só continuar...

terça-feira, janeiro 25, 2005

Artes

Ontem a Orquestra da Universidade de Princeton actuou na reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Dois autocarros trouxeram os muitos músicos estudantes universitários desta orquestra bem apetrechada instrumentalmente.

Tocaram obras de Prokofiev (uma suite de "The Steel Step"), Dan Trueman com três peças para "hardanger fiddle" e orquestra, e Beethoven com a sua conhecida sinfonia Nº 6: "Pastoral". Foi o próprio Dan Trueman que tocou "hardanger fiddle" (um instrumento típico norueguês parecido com um violino, mas com oito cordas). O seu som fazia lembrar música celta e a emotividade do solista a tocar a peça que ele próprio compôs era tocante.

Depois deste grande concerto por uma orquestra de estudantes, fui para casa, que tinha sido estúdio de cinema durante o fim-de-semana. Ainda tinha lá elementos do cenário e até sangue que não foi usado. Era um frasco de "sangue teatral"! O filme basicamente era sobre um rapaz que espiava a vizinha e lhe tirava fotos (estavam ali centenas de fotos que tinham sido penduradas nas paredes para o cenário) e ela pouco lhe ligava. Frustado ele lança as coisas que tinha na mesa para o chão, cortando-se na mão: é aqui que entra o sangue, segundo percebi do guião. Este filme servia mais para perceber a programação e montagem dos planos de filmagem das cenas.

O que se seguirá?

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Imagens na memória

Carcavelos

O pôr-do-sol sempre foi algo que me fascinou ver pela infinitude relaxante do horizonte, pela quente tonalidade do céu ou pela calma com que o sol se esconde.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Mariazinha

Mariazinha com o cãoParabéns à Sofia Gallis por participar num projecto inovador de animação didáctica para a pequenada: A Família Galaró. Este é um dos primeiros programas infantis inteiramente português, com ideia original e argumento e produção nacionais.

A base é uma família de galinhas em que cada uma "explica" através de jogos e brincadeiras um tema específico. Assim o Pai Galaró domina as artes plásticas e os trabalhos manuais, a Mãe Biquita a ecologia, o Pinto Pititão a ciência e as novas tecnologias, o Pinto Pinote o desporto e a Pinta Pitita a cultura.

Para além da família de galinhas, existe um espantalho que anda sempre a pregar partidas, um cão peludo e castanho e uma menina de trancinhas: a Mariazinha.

Se agucei a curiosidade experimentem ver (ou gravar, por que não?) na 2, de segunda a sexta-feira, às 19:30.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

CIP

No fim-de-semana passado participei na segunda sessão do CIP - Curso de Iniciação Pedagógica, onde é ministrada formação para aspirantes a dirigentes no CNE.

O grupo continuou dividido nas mesmas quatro equipas: Chico Mendes, Principezinho, Falcão e Kim. A animação foi uma constante, mesmo em algumas unidades de formação, como a dança da fome da Cá enquadrada na Metodologia Educativa da I Secção ou a Avaliação em que a substituição de palavras mentalmente cria um novo contexto malicioso para o que ia sendo explicado.

Curioso foi nunca termos tido a mesa completamente posta em nenhuma das refeições. Faltava sempre qualquer coisa, o que até deu origem a uma cançoneta com o mote: "Não temos pratos"! Um ovo pré-histórico recebeu as cartas dos amigos secretos que se espera que o sejam até meados de Setembro (no ACACIP). Para além disso, a festa de Santo Amaro ainda aguçou o apetite de alguns para a festa... na Maceira-Liz. Tudo muito pouco saudável, mas animado.

E nem vale a pena perguntar o nome da nossa equipa. É a Kim, bolas! Ora aqui está ela.


Cristina, Madalena, Telmo, Ana Marta, Matu, eu;
Silvia e Daniel

sexta-feira, janeiro 14, 2005

SPAM

Recebi este encantador e-mail do senhor José Sócrates que faz parte da sua campanha. Muito obrigado, mas eu não lhe pedi nada, Sr. Engenheiro.


Queremos contar consigo!

No próximo dia 20 de Fevereiro, os portugueses vão ter uma palavra decisiva a dizer sobre o seu futuro. É preciso que este seja um ano de viragem. Um ano que faça a diferença.

É urgente voltar a acreditar em Portugal. O País precisa de recuperar a esperança e precisa, também, de um novo rumo. Só o PS pode dar a Portugal uma alternativa política de mudança, um projecto que represente uma nova ambição para o futuro do País.

O projecto do PS visa recolocar Portugal na trajectória do crescimento económico, com mais emprego e menos desigualdades sociais. Não me falta determinação para cumprir este projecto. Acredito que com um rumo claro, mas também com trabalho, rigor e competência, seremos capazes de vencer as dificuldades e de modernizar o País.

Não perderei demasiado tempo a falar do passado. Falarei verdade sobre a situação a que chegámos mas quero que as atenções dos portugueses se concentrem, sobretudo, no futuro, naquilo que há a fazer.

Podem contar comigo. Mas o País precisa de todos. Quero mobilizar os portugueses para novas metas, novas fronteiras.

Apelo agora à sua participação. Construa connosco uma dinâmica de mudança. Ajude-nos a desenvolver, debater e divulgar as nossas propostas.

A sua participação activa é fundamental e por isso nós pedimos a sua intervenção e participação. E há muitas formas de intervir e participar:

- Indicando o seu nome para passar a receber notícias e informações sobre o Partido Socialista e o Fórum Novas Fronteiras.
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- Indicando outras pessoas que queiram ajudar ou estar informadas
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- Enviando contributos para o Programa do Governo e para o Fórum Novas Fronteiras
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- Enviando sugestões e comentários
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Agora é consigo! Os meus votos de Bom Ano

José Sócrates





Isto trata-se violação de dados, usando o meu e-mail numa base de dados na qual não estou inscrito, recebendo informação que não solicitei. Em Portugal uma violação deste tipo é punível com base na lei nº 69/98. Infelizmente, Portugal é um dos poupos países onde a lei de proteção de dados não se aplica aos e-mails, por ainda não ter incorporado algumas directivas europeias neste sentido.

Sendo assim, é legítimo perante a lei portuguesa fazer o que este candidato a PM fez. Não obstante, deveria ter em consciência que os custos do "junk" e-mail ascendem aos 10 biliões de euros anuais em todo o mundo, segundo um estudo realizado para a Comissão Europeia. Para mais informações sobre e-mails fradulentos (por exemplo, chain-letters ou hoaxes) vai aqui, um site interessante que explica como reconhecer e reduzir os e-mails cujo objectivo é obter dados pessoais dos utilizadores: nós.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Pastor

Já tinha ouvido o relato bíblico do pastor que vai à procura da sua ovelha perdida, mas nunca pensei que pudesse viver essa situação tão à letra.

É que uns cães vadios e famintos resolveram atacar-me as ovelhas, como se fossem lobos. E eram apenas três cães pequenos. Porém, tal era o seu fastio que se ouvia o seu rosnar e a agitação que provocavam nos animais a uma distância considerável.

Depois das lutas, o cenário era algo desolador. Três ovelhas e uma cria ainda pequena gravemente feridas das mordidelas dos cães. Estavam aterrorizadas. Uma escondeu-se debaixo de uma árvore, outra não conseguia sair do rio (tremia muito), outra tinha-se enfiado nas silvas e a cria fugiu para mais longe, sendo na mesma perseguida. Algumas feridas eram mesmo muito profundas e era triste ver aqueles bichos brancos e lanzudos tristes e ensanguentados.

Restava tratar das feridas com um spray que se usa normalmente, por exemplo, no pós-operatório em cirurgia veterinária... e esperar que aqueles cães sem dono não repitam a façanha.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Às escuras

Já alguma vez experimentaram fechar os olhos enquanto andam na rua? Eu de vez em quando tento, mas não consigo dar mais que meia dúzia de passos sem abrir os olhos. É inevitável abri-los, nem que seja muito levemente para que apenas entre uma réstia de luz. Há sempre o medo de sair do passeio, bater num poste ou pisar cócó de cão. E isto quando antes de fecharmos os olhos temos o "cuidado" de ver se existem obstáculos de maior antes de empreendermos neste desafio de fechar os olhos e seguir.

Agora imaginemos os não têm esta vista prévia para saber se existe cócó de cão no chão, buracos no passeio (como uma tampa de esgoto aberta) ou obstáculos no caminho. E que nem podem parar e abrir os olhos para ver se estão a ir bem ou não. E agora generalizem no tempo, quando não são cinco passos, cinco minutos, nem uns dias, mas uma vida. Deve ser triste viver num mundo que nem a preto e branco é.



Este espírito de reflexão apoderou-se de mim quando ontem cheguei a casa e tinha a electricidade cortada. Em vez de isso me preocupar, fez-me antes refletir...