terça-feira, abril 26, 2005

Sudoxê



Os caminheiros da região de Leiria voltaram a viver uma actividade regional própria da IVª. O Sudoxê 2005, realizado em redor da serra da Lousã, apelou para que cada um de nós aumentasse a sua bagagem de vivências, amizades e fé.

O herói desta actividade foi o Tom Sawyer, ídolo de muitos de nós enquanto crianças, representando a amizade, a criatividade, a irreverência, o desprendimento, a alegria de viver. Como adereços, todos andavam com o seu chapéu de palha na cabeça.

Em dois autocarros, deixavam-se as equipas uma a uma, no breu da noite, com um mapa e um objectivo. A minha equipa, por exemplo, começou o hike perto das 4h da manhã. Assim, no primeiro dia a caminhada seria em equipas (15 no total) até um ponto onde se reuniam em clã (eram 3), reunindo-se todos os caminheiros apenas no último dia em Rover.



Numa actividade como esta, as recordações são sempre muitas, principalmente por serem dias intensos e diferentes do habitual. Ficam aqui algumas das peripécias:
- Dormir na casa mortuária de Campelo;
- Atirar os chapéus de palha uns aos outros no meio da estrada;
- Rejeitar uma boleia e a senhora protestar, por não haver motivo, visto ser tudo gente de bem!;
- Pernoitar compactados na casa paroquial, de tal modo que parecia tetris humano;
- ...

A minha equipa, para além de mim, tinha o Marcos da Sé, o Tiago de Monte Redondo, a Ana Raquel da Vieira e o Luís (Gazela) de Porto de Mós. O clã ao qual esta equipa se juntou é o que a foto mostra. A animação, escusado seria dizer, estava sempre presente, incluindo com hits musicais alusivos ao que se ia passando.


Clãpelo - um dos 3 clãs da actividade, que resultou
da junção de cinco equipas em Campelo.


Da actividade ficou a semente para o futuro. Espera-se que germine e dê bom fruto. Sigamos os passos simples e alegres do Tom Sawyer...







quarta-feira, abril 20, 2005

Piropo

Um rapaz para uma rapariga nada de se deitar fora:
- Estiveste presente no Conclave?
- Não, por quê?
- É que pareces papável.

Clube de Fãs Ratzinger


Parece brincadeira, mas é mesmo verdade. Em tempo de diversificação, os ídolos deixaram de ser apenas as estrelas da música e os jogadores de futebol para chegar também à alta hierarquia do clero.

No site do clube de fãs é possível ter um conjunto de informação sobre o novo papa Bento XVI, o mais velho dos cardeais, com dificuldade em lidar com as pessoas, mais teórico, mas que tem levar a cabo as Jornadas Mundiais da Juventude previstas para o verão deste ano em Colónia, Alemanha. Para bem da instituição que agora preside, é bom que o seu clube de fãs seja a maioria dos fiéis da Igreja Católica.

Se ficaram motivados, vejam o que é preciso para ser sócio deste clube!

terça-feira, abril 19, 2005

PapaLoto

À semelhança do Totoloto, aqui apostava-se em quem poderia ser o novo papa, numa lista dos 20 mais papaveis, ganhando o vencedor o total do valor das apostas.

Esta foi uma brincadeira que a malta fez no seio da Tempo OMD, mostrando um pouco a irreverência e criatividade de quem lá trabalha. Com a nomeação do cardeal Ratzinger, agora papa Bento XVI, não houve nenhum vencedor. O Pedro chegou à sala onde eu estava a ter formação e disse, com um ar um pouco desolado: Já temos Papa. É o Ratzinger e eu não ganhei no PapaLoto!

segunda-feira, abril 18, 2005

Mudar de vida

Hoje foi o dia em que tudo começou. Não apenas por a minha mãe fazer anos, mas também por eu ter dado mais um passo no caminho da autonomia, começando a trabalhar.

A empresa é a OMD, desconhecida do público, porém uma das mais importantes no sector da publicidade, pertencendo ao maior grupo de comunicação mundial: a Omnicom. Sendo este mercado muito concorrencial, as agências que nele actuam dividem-se por tarefas.

A OMD é, então, uma agência de meios que, grosso modo, escolhe os meios publicitários mais eficientes para transmitir uma determinada mensagem publicitária, sendo eles convencionais, como a TV, Rádio, Imprensa, Outdoor, sejam meios inovadores e originais. Esta escolha é muito pormenorizada e pressionada pelo orçamento, tempo e concorrência. No final há que garantir os objectivos traçados e que se supera os concorrentes.

O dia de hoje foi atípico por nos serem apresentadas as instalações e os colegas com quem iremos trabalhar. Desde logo ficou claro o ambiente informal e descontraído entre todos, na sua maioria mulheres. Existe a tradição de praxar os novos colaboradores (são 3 desta vez), mas os mais criativos das praxes estão de férias, o que adia essa surpresa.

Vamos lá a ver o que o futuro me reserva...

domingo, abril 17, 2005

Prata

Numa celebração marcada para as 20:30, mas que me avisaram com cinco minutos de antecedência que era afinal às 20 horas, realizaram-se as promessas do agrupamento dos Pousos e elementos do Clã Madre Teresa de Calcutá. Quanto a mim seria apenas uma passagem de etapa, um avançar no progresso, porém não concretizado simbolicamente no acto público de receber a insígnia do Chefe.

Formalismos de parte, o que interessa é o entusismo que tenho em que as próximas actividades possam ser um êxito para a vivência do clã e do espírito de caminheirismo. Vai começar já no próximo fim-de-semana com o Sudoxê, uma actividade na qual deposito grande expectativa. Depois está na calha o projecto para ir aos Picos da Europa, lá para fins de Maio.

Enquanto essa actividade não chega, há que arranjar fundos para que a viagem nos fique o mais económica possível. Por isso temos andado envoltos em farinha dos bolos que vendemos à saída das missas dominicais ou das tintas e linhas dos lencinhos escutistas em miniatura que esperamos que tenham um sucesso imenso.

E agora, qual é a divisa que queres seguir?
- Vender, vender, vender!

quinta-feira, abril 14, 2005

Enduro

Realizou-se no fim-de-semana passado entre Fátima e Ourém o campeonato mundial de enduro e, gostando eu dos desportos onde se levanta pó e gravilha em geral, tinha de lá ir ver. Combinadas as coisas, fui apenas no Domingo à tarde ver as últimas mangas do percurso, que tinha algumas zonas de espectáculo.

A primeira dificuldade era saber onde passavam as motas, visto que andavam maioritariamente por trilhos. A poeira que aquelas motas de 2 e 4 tempos levantava ajudou a encontrar um dos locais de espectáculo: um circuito de cross de perder de vista, plano e delineado em zig-zags por fitas. Era, de facto, espectacular ver a preparação dos pilotos, o arranque potente das motas, o domínio nas curvas apertadas, a chegada envoltos nos membros da equipa e a partida logo para outra etapa diferente, noutro local.

Nessa ânsia também de querer ver mais, acabámos por não ver nada. Embora o polícia a quem perguntámos tivesse dito que a próxima etapa seria ali perto: É só cortar já aí à frente à direita e depois à esquerda; nunca mais vimos nada, senão o percurso que as motas faziam para a próxima etapa, que seria já a caminho de Fátima, onde seria o encerramento. Ficámos também a saber que as motas que tínhamos visto e que nos impressionaram eram os últimos, das classes mais baixas, identificados com o número com fundo verde.

Imagino, então, se tivéssemos visto o campeão do mundo!