sábado, maio 21, 2005

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Super Bock lança o maior ‘outdoor’ de sempre

A Super Bock acaba de afixar em Lisboa o maior ‘outdoor’ ‘backlight’ produzido pela RED, empresa do grupo JCDecaux, em parceria com a Tempo Media.

O ‘outdoor’ tem 40 metros de largura, 5 metros de altura, e pesa cerca de 140 quilos. A iluminação contou com 528 lâmpadas. O ‘outdoor’, cujo ‘slogan’ é “Cidade das sete colinas” está à vista na Avenida da Gulbenkian.

Na sexta-feira fizemos uma incursão até este local, perto da Faculdade de Economia da Nova, para tirarmos alguns registos em vídeo e fotografia para ficar no espólio da empresa. Um pequeno cordão humano ajudava a perceber a dimensão do outdoor, o maior do mundo daquele género!

segunda-feira, maio 16, 2005

NADA

Este é o acrónimo de Núcleo de Aventura e Desporto de Albergaria dos Doze, o clube que organizou o V Grande Prémio NADA, em Albergaria dos Doze, perto de Pombal, a contar para a taça de Portugal de Orientação.

Para quem não conhece, o desporto da orientação é muito simples: temos um mapa com pontos numerados e o objectivo é visitá-los todos, pela ordem indicada, o mais depressa possível. E é essa pressa que leva a erros...

Os escalões de federados têm em conta a idade e sexo dos participantes, adaptando-lhes os trajectos. Por exemplo, o escalão H21E, significa homens, dos 21 aos 30, elite. Este é, aliás, o escalão mais difícil em todas as provas, pela distância entre os pontos de controlo, a distância total e o desnível acumulado.

Para os não federados existem os escalões abertos, que se distinguem pela dificuldade e distância: Fácil/Difícil - Curto/Longo. Como já tinha participado em duas provas anteriores no escalão aberto Fácil Longo, resolvi desta vez experimentar o Difícil Longo. Aprendi com as peripécias ponto a ponto que pequenos erros na leitura do mapa podem fazer perder muito tempo.

Ponto 1 - Seguir por um caminho e cortar à direita onde este se bifurca. O ponto estava um pouco para trás, perto de um poço e um edifício. Erro: não reparei num pequeno símbolo que significava escarpa: tinha recuar no caminho para ir para o topo da escarpa.

Ponto 2 - Era para oeste do caminho seguido até ao ponto 1. Situava-se perto de uma pequena escarpa e de uma mancha de vegetação densa.

Ponto 3 - Logo no primeiro cruzamento uma senhora pede-me para a localizar no mapa. Eu oriento-lhe o mapa, mostrando-lhe um dos caminhos daquele cruzamento, que tinha logo uma curva e uma descida, facilmente identificável no mapa. Depois de me pôr a correr desenfreadamente para o ponto 3 é que reparei que devia ter seguido por aquele caminho que me ajudou a explicar à senhora onde estávamos! Porém, de onde estava, mais valia seguir em frente. No fim de uma volta escusada lá cheguei perto de um reservatório de água, estando o ponto a oeste deste.

Ponto 4 - Este foi o ponto onde perdi mais tempo. Havia um carreiro que atalhava directamente até ao ponto, subindo a colina. Mas como era um carreiro coberto de vegetação rasteira densa (assinalado com linhas verdes paralelas juntinhas) passava despercebido. Tentei avançar à procura do caminho mas tinha vegetação já quase pelos ombros e resolvi voltar para trás. Nisto oiço uma voz de uma rapariga: "- Alguém me ajude! Alguém me ajude!". Quando resolvi ir ajudar, vejo que ela se desenrascou e seguiu no sentido oposto ao meu e que o meu "bom-samaritanismo" apenas me fez perder mais tempo. Com todos estes percalços resolvi seguir pelo caminho, mesmo sendo um pouco maior a volta, facilitava a corrida. Um pouco desorientado lá subi um morro com eucaliptos novos (assinalado como área semi-aberta) e encontrei pouco depois o ponto, numa curva do caminho. Só nisto foi um quarto de hora!

Ponto 5 - Depois daquela incursão pelo meio de fetos e tojos, resolvi seguir pelo caminho de touvenant, pois apesar de ser mais longo era mais identificável no mapa e de mais fácil corrida (embora já começasse a mostrar cansaço). Pelo meio encontrei o ponto de abastecimento de água que veio mesmo a calhar. O ponto 5 estava no sopé de uma escarpa que estava mais a sul.

Ponto 6 - Este estava perto da estrada de alcatrão que delimitava a sudoeste o mapa da prova. No cartão da sinalética estava um círculo com uma cruz dentro, que não me lembrava o que significava, apenas que tinha a ver com uma árvore isolada. Finalmente lá encontrei o identificador 111, o meu 6º ponto, e a solução para a minha dúvida: aquele símbolo referia-se a uma árvore derrubada!

Ponto 7 - Este era o ponto parcialmente mais distante, mas realizável através de caminhos largos, repetindo parte do caminho do percurso para o ponto 5, em sentido contrário. Passei igualmente pela zona da água e enganei um pouco a sede. Este ponto estava numa reentrância e tinham aberto carreiros por entre os fetos.

Ponto 8 - Onde é que está o ponto 8? Desorientei-me, porque tinha três carreiros paralelos e estava num, pensando que estava noutro. Surpreendentemente encontrei o... ponto 9! O que me valeu foi o 9 estar ligado ao 8 por um carreiro facilmente identificável.

Ponto 9 - Com este incidente já sabia onde é que estava exactamente o ponto 9 e foi sempre a correr e este foi o ponto mais rápido da minha prova, demorando 40 segundos. Estava a oeste de uma raiz de uma árvore e lá estava no cartão da sinalética o círculo com a cruz, símbolo de árvore derrubada.

Ponto 10 - A seguir ao fatídico ponto 4, este foi o mais demorado, levando-me 10 minutos e 48 segundos. Como vinha a atalhar desde o 9 por trilhos abertos por entre os fetos até ao carreiro, acabei por não perceber bem em que ponto do carreiro é que estava. O ponto estava a sul da área de vegetação densa mais a norte! Baralhados? Esta especificidade referia-se a um ponto concreto de poucos metros quadrados que eu teimava em não encontrar. Aquilo era perto das casas, num meio de um olival, enquanto eu estava a uns escassos trinta metros à procura noutra zona de vegetação densa e pantanosa. Encontrei um ponto de controlo, mas não era o meu (com o número 114) e então fiquei sem saber bem onde estava. Regressei ao caminho principal e parti do início, com calma e lá encontrei o meu décimo ponto de controlo.

Ponto 11 - Era o último e era perto do 10. Havia um atalho directo, mas regressei ao caminho e lá fui a correr, pois já sabia mais ou menos onde seria o ponto.

Finish - A 175 metros do ponto 11, a subir, já rebentado lá fiz aquilo em 48 segundos e conclui a prova. Logo a seguir descarreguei o SIcard (Sport Ident: cartão que regista electronicamente as passagens pelos pontos) e recebi umas lembranças e uma folha com os tempos parciais, cumulativos e o total de 1:15:28.

sábado, maio 14, 2005

Detenção

Viajava eu no 67 em direcção a Telheiras para um jogo de futebol da empresa, quando o autocarro estacou. E à frente deste estava também outro parado.

Isto porque estavam dois carros, um atrás do outro, atravessados na estada. Logo as pessoas se foram levantando e avançando palpites, criando a história, imaginando os diálogos. Supostamente seria um ligeiro acidente, um toque que nem dava para ver e que apenas arreliava quem tinha pressa.

Porém o que sucedeu a seguir fez pensar duas vezes. O indivíduo que estava no carro da frente sai de repente da viatura e corre para o autocarro que estava à minha frente. De imediato um agente da PSP faz em passo de corrida o mesmo trajecto. Os detalhes deste momento foram-me ocultados pelo autocarro que seguia à frente daquele onde eu ia.

Então, passados uns instantes, volta o senhor polícia trazendo de braçado o indivíduo que fugira, algemado. Cenas dignas de um filme policial, mas a infeliz realidade do dia-a-dia. Resta-nos especular sobre o motivo da detenção. Terá o carro sido roubado (um Peugeot 307), terá o condutor desobedecido às ordens da autoridade ou simplesmente não era portador do colete e não tinha consigo dinheiro para pagar a multa?

quinta-feira, maio 12, 2005

Embaraço

Um dia como tantos outros. O despertador acorda-me impiedosamente, ao que se segue o duche, a roupa no corpo, o pequeno-almoço pela boca abaixo e o sair para o trabalho.

A viagem é feita nos transportes públicos com o olhar a percorrer várias caras sem se fixar em nenhuma, principalmente se alguma nos olhar também. Neste ambiente parecemos todos estar a jogar ao sisudo, vendo quem aguenta mais tempo sem se rir. Não é fácil, estão todos muito sérios, compenetrados em nada, mas a ver como é que cada pessoa se veste, o jornal que quem está o nosso lado vai lendo, a música que uns auscultadores transformam em ruído.

Hoje vai haver um almoço de despedida de uma colega e então vêm chefes e todos os do escritório de Carnaxide, a juntar aos deste, da Avenida da Liberdade. Serão muitas pessoas num restaurante com algum movimento ali perto.

Ao sair do metro em direcção ao nº 249, vêem-se muitas pessoas na rua, apressadas, bem vestidas e engravatadas, a caminho dos seus empregos. O contacto com os clientes exige esse aprumo no vestuário.

Agora imaginem que se estraga o fecho das vossas calças, deixando-o completamente aberto, sem possibilidade de o fechar, numa zona movimentada. Como reagiriam? Como subir escadas, passar frente aos seguranças à entrada dando-lhes os "bons dias", cumprimentar os colegas, sentar-se na cadeira disfarçadamente? E como remediar a situação?

Aí está o poder das pequenas coisas!...

quinta-feira, maio 05, 2005

Condenada

Eis um artigo que gerou discussão lá na empresa, pela sua grande improbabilidade, pelo menos assim achávamos.

Condenada por estupro

É a primeira mulher a ser condenada por estupro na Noruega. Um tribunal da cidade de Bergen considerou que a jovem arguida fez sexo oral com o queixoso contra a sua vontade e condenou-a a nove meses de prisão e ao pagamento de uma indemnização de quase cinco mil euros.

A violação aconteceu em Janeiro último. O queixoso deixou-se dormir no sofá da casa que a amiga divide com o namorado depois de uma refeição bem regada. Acordou, de repente, e viu que a amiga lhe estava a fazer sexo oral. Ele não queria, não gostou e apresentou queixa no tribunal.

Perante o juiz, a ousada amiga, de 23 anos, começou por negar tudo. Mas depois, perante as provas apresentadas– a cueca do queixoso e o exame ao pénis – acabou por admitir o acto sexual, mas jurou que não fora contra a vontade do amigo. “Ele não estava a dormir. Esteve acordado o tempo todo e até sorriu”, assegurou.

A vítima, porém, rejeitou essa versão. Não queria ver-se naquela situação, que, aliás, o afectou muito. A insónia tem sido, desde então, sua companheira, já não consegue
encontrar prazer no sexo e, pior, perdeu a confiança nos amigos.

O juiz foi inflexível. Tratou-se de violação porque foi um contacto sexual indesejado, declarou. Estipulou a sentença: nove meses de prisão e indemnização de 40 mil coroas. A jovem vai recorrer.


Quem diria que isto seria possível? Onde é que isto irá parar?