quinta-feira, junho 15, 2006

Relatório do CIP

O CIP (Curso de Iniciação Pedagógica) serve para dotar os seus formandos de competências que lhes permitam tornarem-se dirigentes escutistas. Ou pelo menos assim se prestende.

Eu frequentei o CIP 2005 e faltava-me entregar (e fazer) o Relatório do CIP para que pudesse estar apto a ser investido dirigente, com um lenço todo verde a simbolizar essa promessa escutista.

Hoje foi o dia em que essa situação se inverteu. Acabei o tal relatório. Para além das caracterizações da freguesia de Leiria, do agrupamento de Sto. Agostinho e da Iª secção, concentrei-me nas actividades realizadas no 2º trimestre, durante o qual o imaginário regional e o da alcateia eram o mesmo: "Os Incríveis".

Apesar de ter sido feito com alguma brevidade, gostei de como ficou.

Tinha combinado encontrar-me com o Virgílio nas celebrações do Corpo de Deus, mas ele acabou por não ir. Então, depois de tocar a marcha de despedida ao Bispo D. Serafim (aqui estava ao serviço da Filarmónica das Cortes), fui até à Maceira a casa do Virgílio entregar-lhe pessoalmente o trabalho do curso.

Assim fiquei mais descansado e ainda conversei com ele durante um bom bocado. Deu para ter uma outra noção do formador que às vezes é mal compreendido.

Se tudo correr bem poderei fazer a promessa de dirigente já no Sábado dia 24 de Junho às 19:30 na Quinta do Escuteiro, na Batalha. No fim há jantar partilhado.

Conto convosco!

terça-feira, junho 13, 2006

Raios, partam!

... devia ser o que o S. Pedro estava hoje à noite a dizer lá em cima nas nuvens!

Eu explico:

Por volta das 21:30 choveu em Leiria muito durante pouco tempo. Depois o céu encheu-se de clarões de relâmpagos numa sucessão contínua durante mais de meia hora. Não faziam o estrondo de um trovão nem desenhavam o risco no céu. Apenas o clarão que deixava ver os contornos das nuvens num céu que parecia cinzento todo por igual. Nunca tinha visto nada assim.

Parecia que havia uma carga eléctrica muito elevada nas nuvens, mas que não conseguia ser descarregada através de um raio em direcção à Terra. O efeito visual era impressionante e por momentos ainda pensei em como seria assistir àquilo do alto da Sra. do Monte, com vista para os relâmpagos que apareciam silenciosos de todos os lados, mas completamente à mercê de um raio.

segunda-feira, junho 12, 2006

Festival

cartaz Ontem a partir das 15:30 no jardim
Mártires do Colonialismo na Marinha Grande houve um espectáculo interessante de música jovem de inspiração cristã. Os concorrentes tinham de escrever uma canção original (música e letra) sob o tema "Se conhecesses o Dom de Deus".

Cinco grupos estavam a concurso e eu estava a torcer pelo que tocou logo no início, o grupo Animus, que vinha das Cortes. O Marco António e a Joana Bento cantaram e fizeram a música e a irmã do Marco, a Carla, criou a letra. E aqui fica a canção nº 1 (apesar de ser mais interessante com música):

Além de Ti

Ainda que te sintas pequeno,
E nem sempre o melhor,
Vive cada dia
Com mais amor.

Abrir o coração ao próximo
Perdoar quem te magoa.
Traz luz ao coração
de cada pessoa.

Vai, vai além de ti,
Aceita o dom de Deus,
Aprende a amar o mundo,
A Terra e os Céus!
Aprende com as aves
Que voam sem pensar,
No ódio ou na raiva
O importante é amar (perdoar)!

Ainda que te sintas sozinho,
Escuta o teu coração,
Aceita o amor de Deus,
O seu perdão.

Dar de ti em cada gesto,
Cada abraço, um amigo
Lado a lado na vida
Deus está contigo!

Esta canção ficou em 2º lugar e ganhou ainda o prémio auditório (foi a canção mais votada pelo público). O Marco esteve bem quando no fim de cantarem estimulou o público a cantar o refrão mais duas vezes com ele, agora com o mínimo instrumental para se ouvir o público.

Em 1º lugar ficou a canção nº 3 da paróquia de Sta. Catarina da Serra, com a bonita voz da Elsa Felicidade. Ela vai representar a diocese Leiria-Fátima no concurso a nível nacional.

No fim, entre as recordações para cada participante, uma vitamina C, isto é, o cancioneiro da diocese Leiria-Fátima. O Vítor não quis e deu-ma e eu fiquei todo contente, porque já andava à uns tempos para comprar aquele cancioneiro. Quando uns não querem, outros estão desertos!...

Foi mesmo uma tarde bem passada, com bom tempo, num atractivo jardim renovado da Marinha-Grande, com muita animação e com a apresentação sempre bem-disposta da Andreia Lagoa e do Diogo Alves.

domingo, junho 11, 2006

VIII GP RA4

cartaz
10 de Junho de 2006. O VIII Grande Prémio do RA4 realizou-se em Pataias e dividiu-se em duas etapas: manhã (com partidas em massa) e tarde (com chasing start).

De manhã partiam todos ao mesmo tempo às 10h00. Às 9:30 ainda estava a meter gasóleo em Leiria. A via verde estava em obras e tirei o ticket, mas o senhor que ali estava disse-me que não era preciso, que depois podia sair pela via verde normalmente e então aquilo começa a apitar por eu ter tirado o ticket e não o ter levado. Ao entrar em Pataias o carro marca o quilómetro 66.666 e aí redobrei os cuidados, não que seja supersticioso.

Finalmente chego ao campo de tiro, local da concentração. Rapidamente vou buscar o SIcard e o dorsal 799 que me ajudaram a prender com quatro alfinetes de dama ao peito.

Como era para partir tudo ao mesmo tempo, os atletas estavam agrupados por escalão, em corredores paralelos, e cada um tinha de se aproximar do mapa com o seu nº de dorsal. Mal encontrei o 799 começou a corrida.

Manhã - partidas em massa
Areia, muita areia dificultava bastante o percurso. Este tinha a particularidade de passar 3 vezes no triângulo de partida: nos pontos 7, 15 e 22, fazendo loops que os atletas do mesmo escalão faziam alternadamente por forma a não se encontrarem demasiado, visto partirem todos ao mesmo tempo.

Estava difícil acertar à primeira nos pontos. Atacava-os quase sempre ligeiramente ao lado. Punha a bússola paralela à direcção pretendida, alinhava o norte do mapa com o norte da bússola e seguia a direcção que esta me indicava. Isto é uma forma muito rápida de tirar o azimute (leia-se direcção) a que se chama técnica 1-2-3 da Silva. Apesar de não estar muito seguro ainda, conseguia ler alguns pormenores do mapa e seguir a direcção certa sempre em corrida.

No fim, lado a lado com o Luis Quinta-Nova do ADFA, foi tão renhido que acabámos no mesmo segundo, ficando ambos em 6º em 35 atletas, com o tempo de 45:30.

As partidas à tarde dependiam dos resultados da manhã. Chasing start consistia em partir o primeiro atleta de cada escalão, em seguida o segundo passado o tempo que tinha perdido para o primeiro e assim sucessivamente. Parti ao mesmo tempo que o outro rapaz, passados 15'19''.

Tarde - chasing start
Aqui era estranho, porque estávamos a fazer o mesmo percurso e nenhum de nós queria ir à frente a mostrar o caminho nem atrás como seguidor. Foram as escolhas de percurso que nos afastaram ligeiramente. E as minhas pernas que já não estavam à altura...

Demorei a encontrar o ponto 3, perdi-me no 8, para o 10 desci bastante para depois ter que subir pela areia, quando podia ter optado por correr na mesma curva de nível... Enfim, muitos erros e muito cansaço levaram-me para 28º, o que no somatório das duas etapas correspondeu ao 16º lugar, portanto fora do pódio!

No pódio na categoria Séniores Femininos ficaram:

D21E
1º - Kristina Roberto (AA Mafra)
2º - Lídia Magalhães (ADFA)
3º - Paula Nobrega (OriMarão)

Na categoria Séniores Masculinos (a elite) ficaram:

H21E
1º - Marco Póvoa (ADFA)
2º - Joaquim Sousa (COC)
3º - Tiago Aires (CPOC)

Depois da entrega de prémios houve lanche farto para todos com bifanas, bolos, mousse de chocolate, gelatina e várias bebidas, não só para repôr energias, como também para promover o convívio.

Esta foi a primeira prova de orientação em que participei e onde fiquei mais tempo que o estritamente necessario para a prova. A seguir a cada etapa tomei um revigorante banho no atrelado militar com 8 duches do RA4. Levei almoço de casa e aproveitei para o ir comer à Nazaré enquanto via o mar. Dormi aí uma bela sesta que pelos vistos não foi suficientemente revigorante. Quis meter conversa com duas raparigas suecas, mas não me lembrava de nenhuma expressão em sueco. Quando me lembrei de "Svenska Flicka", perdi a coragem! Uma delas era a Kristina Roberto, vencedora dos Séniores Femininos (podem olhar novamente para a foto!).

No fim da etapa da tarde ainda conheci algumas pessoas do COC e estive com o supervisor internacional da IOF (Federação Internacional de Orientação) que veio testar estes mapas que vão fazer parte do campeonato do mundo de veteranos de 2008, que vai ser em Portugal, na região centro, mais precisamente entre Alcobaça, Marinha-Grande e Leiria.

A próxima prova vai ser uma nocturna: 8 de Julho na Praia do Pedrogão. Claro que estão todos convidados. Pelo menos vejam mais informação aqui. Eu vou estar a ajudar na organização e vou também correr. Posso ganhar assim o equipamento oficial de competição do COC!