terça-feira, fevereiro 21, 2006
Zoo... lógico!
Para isso nada melhor do que ir ao Jardim Zoológico de Lisboa em animada excursão em que até se juntaram exploradores da Sé. A visita esteve sempre sob a ameaça de chuva e foi cada bando por si, acompanhados de um elemento da equipa Arco-Íris (a chefia, por ter lenços de várias cores: verde, vermelho e até azul).
Tinham de escolher um animal, encontrá-lo, tirar-lhe fotos e registar alguma informação e pesquisar mais em casa. Para além disso, tinham de fazer um jogo fotográfico em que tinham de representar onze situações diferentes com originalidade, visto estar em jogo um prémio para o melhor, e também ninguém queria ser o pior, porque as fotos irão estar expostas.
Os extras resumiram-se a andar no comboio do Zoo, ver a alimentação dos leões marinhos e ver o show das araras. Como estava mau tempo, ou por outra razão qualquer, não estavam disponíveis algumas das maiores atracções como o teleférico ou o espectáculo dos golfinhos.
Mesmo assim, eles divertiram-se à brava!
terça-feira, fevereiro 14, 2006
São Cirílio e São Metódio
Investiguei e, parece-me, ou melhor, dá-me a impressão que, de facto, hoje não é o dia daqueles santos, porque será a 11 de Maio. Portanto, tenho de dar a agenda a torcer, hoje afinal é dia de S. Valentim! Mas porquê hoje e qual a ligação com o Dia dos Namorados?
O Dia de São Valentim, tem a sua origem num acontecimento ocorrido na segunda metade do século século III na cidade de Terni, perto de Roma. O Império Romano era governado, na altura, por Claudius II (268 – 270) que estava envolvido em diversas campanhas militares consideradas demasiado sangrentas, o que levou a dificuldades na recruta de novos soldados para as legiões romanas.
Tendo o Imperador considerado que a razão destas dificuldades residia no facto dos homens não quererem abandonar as suas namoradas, esposas e amantes, proibiu todos os noivados e casamentos em Roma.
Contrariando essa determinação, Valentim, bispo de Terni, continuou a casar jovens apaixonados. Quando o Imperador tomou conhecimento da celebração dessas cerimónias, ordenou a decapitação do bispo Valentim, facto que ocorreu a 14 de Fevereiro de 270.
Em 498, o Papa Gelasius santificou-o, passando o dia da sua morte a estar conotado com os apaixonados.
Sendo assim, hoje não nos devemos esquecer de dar um beijo a quem gostamos... pelo menos um!
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Gatinhos
O problema era que os coelhos, quer dizer, os gatinhos não se deixavam apanhar. Apesar de a mãe ser mansa, os filhotes, que nasceram ali num recanto escondido, não estavam habituados às pessoas e eram bravos. O André levou a mãe dos gatos e ficou despachado. Eu que queria dos pequenos estava dependente de uma armadilha que os apanhasse.
Hoje à tarde o rapaz dono da casa liga-me a dizer que já lá os podia ir buscar. Com uma caixa de fruta virada para baixo, apoiada numa régua que, por sua vez, tinha um fio de pescador atado que se podia puxar quando eles estivessem debaixo da caixa a comer o lá tinha sido posto como isco. Engenhoso e eficaz!
Com cuidado, para não nos arranharem, transportámo-los para minha casa. Agora estão por uns tempos num espaço para habituação aos novos donos e para amansarem um pouco, visto que ainda "sopram" quando lhes quero fazer uma festa.
São os dois bonitos e fazem companhia um ao outro. Um preto com as patas e os longos bigodes brancos e uma mancha branca no peito. O outro é claro, a tender para o creme, com as orelhas e o rabo cinzentos e o focinho também mais escuro. Agora aceitam-se sugestões para nomes!
domingo, fevereiro 12, 2006
Ponto de Encontro
Ela está em casa da minha tia, sua filha, enfermeira, na Figueira da Foz e é muitíssimo bem tratada. Quando lá vão visitas, tentamos perceber se ela conhece alguém. Normalmente só identifica os filhos e às vezes troca-lhes os nomes, mas também se consegue emendar assim que percebe que não estava a identificar correctamente a pessoa.
Hoje fui lá. Foi quase toda a família, sem combinarmos. Conversámos durante a tarde. Falei muito com o meu tio David sobre cavalos que, na tropa, fez a especialidade de cavalaria. Foi um momento de encontro familiar, que poderia ser sempre mais frequente.
Fez-me admirar com outros olhos o quadro pendurado no quarto onde está a minha avó com a minha família paterna toda com fotografias de quando eram bem novos. Os meus avós no meio e os filhos à volta, por ordem de idades e no sentido dos ponteiros do relógio. Daquelas figuras, várias já não estão entre nós e, curiosamente, têm sido os mais novos a partir primeiro.
sábado, fevereiro 11, 2006
Cordeirinho
Nascer do alto da ovelha e cair no chão duro não deve ser uma maneira agradável de ver a luz do sol pela primeira vez. A progenitora logo começa a lamber a cria, removendo todos os vestígios da placenta e do cordão umbilical. E a cria cedo começa a dar os primeiros passos desajeitados, até ganhar força e o jeito nas patas.
Uma coisa que custa, mas se deve fazer quando são pequenos, é cortar as caudas às fêmeas, para facilitar a procriação. Isso faz-se com umas pequenas anilhas de borracha à venda numa farmácia, por exemplo, que se põem na base da cauda. Desta forma a cauda vai apodrecendo até cair finalmente, sem grandes dores para o animal. Ele assusta-se é quando se lhe está a colocar a anilha.
O meu irmão que o diga, que ficou com as mãos sujas pelas primeiras fezes deste cordeirinho branco de pescoço castanho.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Marrã Madastra
Segundo me têm dito, as primeiras ninhadas de porcos são geralmente maltratadas ou desprezadas pela progenitora e, por isso, difícil é que algum vingue.
Essa inexperiência maternal foi bem visível agora que, dos três porcos pretos que tenho, a marrã que estava prenha deu à luz seis frágeis bácoros. Não os soube proteger do frio e alimentar, deitando-se para que pudessem mamar. Andava despreocupadamente pelo curral sem medo de pisar e esmagar as suas crias. Chegou ao cúmulo de se deitar em cima de um deles, o mais ágil. Foram morrendo, todos.
Então por que é que quando tentávamos pegar nos porquinhos ela nos queria morder?
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Magias
O convidado que se destacava no cartaz era um padre mágico, um sacerdote com barbas já grisalhas, aspecto robusto e olhar maroto. A sua actuação começou com ilusionismo simples: as argolas de ferro que não entram umas nas outras e que com um sopro ficam todas ligadas; um tubo onde entrava uma espécie de esfregão de uma cor e o que saía era de outra; o paninho que se tira de um frasquinho e que reaparece sem que se saiba como; a multiplicação de notas em que, de dez, tirava três e voltava a contar sempre 10 notas...
Mas o que mais fascinou quem estava naquela noite gelada a assistir ao espectáculo foi o número de hipnose. Sete rapazes valerosos e uma menina pequenina ofereceram-se. Estavam na brincadeira, quase a gozar com o senhor por não acreditarem, talvez, que ele os iria conseguir hipnotizar. Ele explicou o que ia fazer, para que as pessoas nem tivessem medo nem ficassem com ideias erradas sobre a hipnose. No fundo iriam entrar num sono e fazer depois coisas por sugestão do hipnotizador. Antes de mais, pés encostados e braços descaídos ao lado do tronco.
Um a um fê-los cair ligeiramente para a frente, seguindo o seu dedo. Surpreendia-os, ao parecer que estava a hipnotisar um, estava a focar a atenção dos outros que, com um olhar breve de olhos arregalados e uma passagem da mão pelos olhos estava já pronto para fazer o que se lhe mandasse.
Matar a mosca, bofeteando-se a si mesmos, enquanto fingiam que dormiam, em pé, com a cabeça apoiada numa mão. Simular o trânsito, com um a fazer de polícia sinaleiro (com apito e tudo) e outros a fazer o barulho de carros e motas: quando estes "aceleravam" o polícia apitava e gesticulava freneticamente. Três rapazes que, como se fossem bebés, choravam se lhe tiravam a chupeta que tinham na boca; quando o hipnotisador os acordou riram-se dos outros terem uma chupeta na boca, sem se aperceberem que eles próprios também tinham uma. Ou então todos a dançar, rapazes com rapazes (ele tinha pedido rapazes e raparigas, mas só foram rapazes e uma menina pequena!), bastante agarrados e ondulantes, por sinal. Claro que se repugnavam e afastavam dos seus pares quando acordavam.
Para o final, mandou o público abrir uma ala para deixar passar a banda dele. Com este mote pô-los a fingir que tocavam instrumentos musicais numa banda rock, com o baterista, vários guitarristas e uma teclista. Entretanto a música que se ouvia mudou para música de banda filarmónica e também eles mudaram logo os seus gestos, passando a fingir que tocavam um qualquer instrumento de sopro. A menina passou a ser a maestrina, com a batuta na mão a reger ritmadamente aqueles músicos que se balançavam e expressavam o seu virtuosismo musical. Estava ali uma banda mesmo castiça.
Os desgraçados que se sujeitaram à hipnose é que vão ser gozados por terem feito figuras que não se lembrarão que fizeram.
domingo, fevereiro 05, 2006
Apanha a Pinha
Esse dia foi este sábado. Todos os lobitos e exploradores do agrupamento de escuteiros de Sto. Agostinho foram durante duas horas para a mata dos Marrazes apanhar pinhas para dentro de sacos de serrapilheira. Encheram-se mais ou menos uma dúzia de sacos.
Foi uma forma diferente de passar a actividade de escutismo de sábado à tarde ao ar livre, em vez de ser dentro da sede. E os escuteiros andavam bastante animados com o trabalho, concentrados em escolher as melhores pinhas, evitando as mais antigas que já não são boas, e brincando muito, que estão na idade disso.
Como se uma brincadeira se tratasse acabámos por trazer a minha carrinha cheia de pinhas. Agora basta pô-las a secar uns tempos para abrirem um pouco e secarem e podem vender-se, quiçá a 2 euros a dúzia.
sábado, fevereiro 04, 2006
Peregrino
António Coelho da Silva Monteiro nasceu em Alcobaça, ou melhor, a bordo do navio de guerra “Afonso Henriques” no regresso a Portugal da invasão às costas da Índia, e trabalha em Roma num albergue a ajudar pessoas carenciadas. Não traz dinheiro nenhum consigo, alimentando-se do que as pessoas lhe quiserem dar. Tudo o que transporta resume-se aos 60 quilos de bagagem, que, diz ele, sempre pesam menos que os pecados no mundo.
Quando vemos alguém assim com uma atitude tão radical perante a vida, tão pouco normal, perguntamo-nos que factos despoletaram tais sentimentos. Este peregrino de que falo, que já quis ser padre, esteve preso num campo de concentração em Nova Deli. Lá marcaram-no, como quem marca um animal, com o ferro quente, com o número 13 no nariz. Viu a mulher e a filha a serem abatidas a tiro a bordo de um navio ao largo da Venezuela. Combateu no Vietname. Esteve exilado no Brasil...
Apesar de tudo, considera-se um homem de sorte e muito feliz. Pedala quilómetros em nome da paz no mundo e já faz este percurso de Roma a Fátima e volta a Roma de bicicleta há já cinco anos. Inseparável da Bíblia e do crucifixo da Ordem dos Franciscanos, segue a sua viagem com ajuda divina.