terça-feira, maio 30, 2006

Joana d'Arc

À 475 anos, em 1431 acendia-se a fogueira para queimar viva uma heroína da Guerra dos Cem Anos que ouvia vozes divinas. Joana d'Arc tinha apenas 19 anos.

Por ter sido importante para a França no tempo de Carlos VII, é a padroeira de França desde 1922 e o dia de hoje é para eles, franceses, feriado nacional em sua honra.

Por cá não se passa nada em relação a esta menina, mas como estava na minha agenda assinalado o dia de Sta. Joana d'Arc, lembrei-me dela.

segunda-feira, maio 22, 2006

Gincana

Daniel
Os lobitos de Sto. Agostinho apresentaram o seu projecto para a actividade de encerramento do ano escutista do agrupamento, propondo uma ida de bicicleta de S. Pedro Moel até à Nazaré. Estão entusiasmados com a ideia que elaboraram e que querem que seja a escolhida.

Depois dessa apresentação, uma gincana ao ar livre para aproveitar o bom tempo de Sábado. Começava uma corrida em massa e um a um subiam umas escadas de alumínio até tocarem numa janela da igreja de Sto. Agostinho, seguiam dentro de sacos, logo a seguir em cima de latas que faziam de andas, saltar 10 vezes à corda, descer as escadas com um ovo na colher e a colher na boca sem deixar cair o ovo, tiro às pinhas que substituiam as latas com uma bola amarela e preta e acabava de rastos na relva, num percurso de cerca de 5m.

Na foto o Daniel vai acertar nas pinhas com a bola amarela. Posted by Picasa

domingo, maio 21, 2006

Criatividade

Na Suécia não existe uma febre pelo futebol como temos por cá. Naquele país mais acima que o nosso, em vários níveis, o desporto-rei é a Orientação. Há provas de orientação em directo e com comentadores a discutir a performance dos atletas, as suas escolhas de percurso e a mostrar a dificuldade do terreno.

Agora que nos aproximamos do Mundial na Alemanha e a televisão está impregnada de anúncios alusivos ao futebol, vejam aqui como na Suécia decidiram anunciar candeeiros...

sábado, maio 20, 2006

Dia do Cliente Opel

Durante a semana houve publicidade na radio ao evento e mais próximo do dia mensagens para o telemóvel.

O convite era para um check-up gratuito ao automóvel, com a vantagem de ter depois descontos de 25% na mudança de óleo e filtros e 20% em peças Opel e ainda um brinde surpresa que era um cachecol de Portugal.

Para além do carro, também o condutor podia fazia um check-up com vários exames de diagnóstico num consultório ambulante (uma carrinha) a cargo da K-Med. A minha mãe e estava tudo bem.

No fim, há sempre qualquer coisa que precisa de ser arranjada e o cliente acaba por marcar uma revisão. Eu marquei porque está a chegar a altura e porque as luzes de matrícula não estavam a funcionar.

É bom fazerem estas acções de envolvimento com os clientes para que estes saiam satisfeitos e não optem por trocar de marca quando comprarem um carro novo.

Caso contrário, pode acontecer o mesmo que à AutoOeste, representante da Iveco e Fiat, no edifício mesmo ao lado da Auto Industrial em Leiria, que faliu. O leilão de tudo quanto restava foi na sexta-feira à tarde.

Aí assisti a bons e maus negócios, visto as pessoas se esquecerem que ao valor arrematado acresce o IVA e 10% de comissão para a leiloeira. Como exemplo, logo os primeiros lotes, com uma base de licitação de 4.000€ para um valor estimado na ordem dos 10.000€ foi arrematado por 9.000€, o que com o IVA e os 10% para a leiloeira dá quase 12.000€!

segunda-feira, maio 15, 2006

Titanic

Apesar de ter estreado à 9 anos esgotando as salas de cinema por todo o mundo eu nunca o tinha visto até ontem, em mais uma repetição na TVI. Já tinha visto algumas vezes o navio a afundar, mas nada mais que essas cenas finais.

Este filme é intemporal tanto à 9 anos, como agora, como daqui a cem, por falar de um desastre colossal do passado e de uma bonita história de amor de apenas 3 dias mas de um amor de uma vida. É uma história tocante e muito bem contada que justificou um dos maiores sucessos de sempre do cinema.

No entanto, surpreendeu-me que, quanto a mim um dos trunfos do filme, a personagem Rose, com testemunhos reais no filme aos 101 anos de idade, aludindo à história que ia sendo contada e comovendo quem a ouvia, fosse uma mera ficção cinematográfica. Rose DeWitt Bukater de 17 anos a bordo do Titanic, Rose Dawson à chegada a Nova Iorque por amor a Jack Dawson que perdeu no naufrágio e Rose Dawson Calvert depois de casar, uma só pessoa que poderá nem sequer ter existido. Mesmo assim são curiosas as fotos da vida de Rose após o desastre que aparecem no final do filme, mostrando a sua vida aventureira de acordo com os ideias de Jack.

Apesar de alguns factos do filme poderem ser falsos, este filme é bastante comovente e merece ser visto... mesmo alguns anos depois.

11.5

Um primo meu falou-me nela e depois vi anunciada no jornal: 16ª Corrida da Barreira, pelo Clube de Atletismo da Barreira. No jornal dizia 3€ para uma corrida de 11,5 Km, com direito a uma t-shirt e almoço no final (sopa da pedra e sandes enormes de carne de porco no espeto).

No entanto ao inscrever-me disseram-me que os 11,5Km eram 5€ (os 3€ eram para a caminhada) e era exclusivamente para atletas federados. Como uma rapariga já me tinha dado o dorsal disseram não haver problema, mas para ir devagarinho, por, não sendo atleta federado, não ter seguro desportivo caso acontecesse algo inesperado. Portanto fui entre os atletas que treinam vários dias por semana tentar mesmo assim não fazer má figura.

O caso é que não estava para brincadeiras! Ao contrário da mini-maratona de Lisboa que é sempre a descer ou plano e com menos quilometragem, ali começava logo com uma rampa valente que eu tenho alguma dificuldade em fazer de bicicleta, fará a pé e ainda por cima a correr num dia quente como o de ontem. Da partida/meta seguia-se num sentido, subia-se durante pouco mais de 2Km, voltava-se para trás, passando pela partida/meta seguindo no sentido oposto ao inicial até ao quilómetro 8º, voltando de novo para trás em direcção à meta.

O problema é que à primeira vez que passei pela meta (cerca de 4Km) já me apetecia desistir e ficar logo por ali. Já estava de rastos e ainda nem ia a meio. Lá continuei sempre a pensar quando é que ia desistir, apesar de ir num ritmo lento, pois estava bastante cansado e nem os dois pontos de abastecimento de água ao longo do percurso foram suficientemente revigoradores. Ao 6º Km os júniores e juvenis (com dorsais de cores diferentes) voltavam para trás e eu que ainda tinha de ir ao 8º só pensava fazer aquele atalho que me fazia poupar 4Km preciosos quilómetros. Mas segui sempre.

Num certo ponto segui um velhote federado de um clube qualquer de atletismo e o meu objectivo de jovialidade passou a ser o de chegar a frente dele. Mas nem isso estava fácil. As pernas arrastavam-se, custava subir os joelhos para lançar as pernas o mais à frente possível abrindo a pernada, a respiração estava já num controlo difícil, as placas que sinalizavam cada quilómetro pareciam-me mudadas de sítio, por nunca mais aparecerem...

E eis que finalmente vejo a torre da igreja da Barreira, à frente da qual estava a meta. Não estando a cronometrar o meu tempo apontava para fazer menos de 1h30m, pelo menos assim queria pensar, para não ser uma vergonha demasiado grande. Uma ou outra vez olhei para trás para ver se não era o último e lá via alguns corredores, o que, não animando muito, sempre dava aquele consolo psicológico de não ser o último.

Finalmente avisto o relógio na meta. Pareceu-me ver 1:30 e tal, estava no limite do meu objectivo e de repente muda para 1h40m. Ao chegar mais perto constacto com felicidade a minha miopia, pois estava em 1h04m, perto do minuto cinco quando passei a meta. Melhor do que eu estava à espera para a distância que era e dificuldade do percurso com algum declive. Uma satisfeição que foi complementada pelo gosto do porco no espeto numa sandes gigante.

sábado, maio 13, 2006

13 de Maio

Pela primeira vez na minha vida fui à procissão das velas nas cerimónias do 13 de Maio em Fátima. A polícia alertou para as pessoas chegarem cedo. Por isso às nove menos um quarto rumei com a minha mãe em direcção a Fátima, pela Sra. do Monte acima.

O carro teve de ficar quase a 1Km da rotunda Norte, a do peregrino e ir a pé com as muitas pessoas que iam também para o recinto do Santuário. Amiúde viam-se rapazes e raparigas a vender velas com o copo para a cera. A que me venderam derreteu-se quase toda, por ter um pavio muito delgado.

As entradas para o recinto estavam entupidas, com o facto curioso de algumas pessoas dizerem para não avançar, que haviam grande com 1m de altura mais à frente. Não havia sinal dessas grades e até se circulava melhor, por ser o corredor por onde passaria a procissão.

Realmente tocante foi o Avé Maria, em que no refrão todos levantavam as velas e criava uma luz forte feita de milhares de luzes singelas. Enquanto isso, passava o andor com a Sra. de Fátima e eu tentei, mas não consegui, ver a bala que atingiu o papa incrustada na coroa. É misterioso como é que a bala coube naquele orifício e se mantém firme sem nenhuma operação especial.

Fiquei com mais vontade de fazer uma peregrinação desde Fátima até S. Tiago de Compostela.

sexta-feira, maio 12, 2006

Barrado

O cartão do Académico de Leiria não me está a dar luz verde no acesso às piscinas municipais de Leiria. O erro é especificado no computador como NA - Acesso Não Autorizado.

O problema é que ninguém sabe o porquê deste erro. Nem a porteira, nem a secretária, nem o engenheiro da LeiriSport que instalou o programa, nem os responsáveis que o venderam. E isso também aconteceu a três outras pessoas, curiosamente todos irmãos.

Existe uma série de razões para bloquear o acesso, como a falta de pagamento, o expirar do atestado médico, tentar entrar fora dos horários de aula, etc. Todas têm associado um código de erro específico. E nada disto se verificava nesta situação por estar tudo em ordem e por o erro ser um diferente, o tal NA.

Enquanto não detectarem a falha, terei de entrar sem passar pelo torniquete, num acto discriminatório coercivo.

De pequenino...



Estes são os mais jovens "campeões" do COC - Clube de Orientação do Centro. Não ganharam ainda nada, mas se tão novos já participam em provas de orientação pedestre com o equipamento oficial do clube e tudo, quando chegarem aos escalões de competição serão uns craques.

Este é mesmo um desporto para qualquer idade.

quarta-feira, maio 10, 2006

Sra. da Gaiola

Reza a tradição que a imagem de Nossa Senhora da Gaiola terá sido descoberta no tronco de uma árvore por uns pastores da região. Surpresos, ajoelharam-se reverentemente e logo construíram uma cabana de ramos de árvores para a entronizarem, que parecia mais uma gaiola.

A notícia correu célere e trouxe à capela improvisada populares de diversos lugares, que à santa imagem começaram a chamar Senhora da Gaiola. Os milagres a ela atribuídos levaram muitos a ali assentarem arraiais.

Com o crescimento do povoado, a primeira ermida deu lugar a um templo maior. A Igreja de Nossa Senhora da Gaiola que hoje conhecemos data dos inícios de Seiscentos. As festas da Senhora da Gaiola foram decretadas por D. João III, que assim institucionalizou a já antiga tradição e lhe marcou data anual, sempre no primeiro domingo de Maio.

in Região de Leiria, 5 de Maio de 2006


Os festejos este ano foram de 5 a 8 de Maio no adro da igreja paroquial das Cortes entretanto alargado com a demolição de uma casa velha comprada pela igreja. Nesse terreno dipuseram-se lado a lado dois palcos e ainda havia muito espaço que as pessoas timidamente ocupavam por o chão estar só com pó de brita.

A atracção deste ano foi o Padre José Luís Borga, no domingo, a ensinar a rezar duas vezes ao mesmo tempo, cantando. No fim, o fogo de artifício preencheu de cor o céu e as pessoas foram para casa.

Como é habitual, a Filarmónica das Cortes participou nesta festa da sua terra com a Filarmónica da Caranguejeira como convidada no domingo. As bandas saúdam-se com os respectivos hinos, formadas frente uma à outra, e seguem para a recolha de andores a tocar uma marcha.

A seguir à missa, a procissão com os emblemáticos "meninos Jesus" e os tabuleiros das ofertas à cabeça de perto de duas centenas de mordomos ou seus representantes num manto branco pelas ruas das Cortes. Segue uma filarmónica à frente e outra no fim, com marchas mais lentas, de procissão.

A hora de almoço é que fica adiada para quem está de serviço na filarmónica lá para as três da tarde.

O concerto às 16h com as duas bandas filarmónicas a tocarem alternadamente uma obra cada uma reúne um bom número de espectadores atentos e interessados. Entre os filarmónicos há uma certa competição intrínseca e uma curiosidade em relação às peças que vão executar.

Uma tradição que se mantém é a despedida da filarmónica na igreja. A marchar e a tocar até perto do altar e aí tocar um cântico religioso como que em sinal de oração. E finalmente sair a marchar. Essa despedida aconteceu na 2ª-feira depois de uma procissão mais pequena e de um concerto mais curto.

Esta festa é uma tradição que se vai mantendo desde meados do século XVI. Vive-se uma experiência de devoção a Nossa Senhora da Gaiola e um convívio entre a população da aldeia das Cortes que são de salutar.

quinta-feira, maio 04, 2006

Quiaios

No dia 1 de Maio, na floresta perto das dunas de Quiaios, realizou-se o Campeonato Nacional de Distância Longa, a contar para a Taça de Portugal de Orientação. Eu participei no escalão aberto Difícil Longo, o mais parecido com o que seria o meu escalão caso fosse federado, ou seja, H21B:
"H" do sexo masculino;
"21" da faixa dos 21 aos 30 anos de idade e
"B" pelo grau de dificuldade ("E" para os atletas de elite, depois "A" e finalmente o "B")

Mesmo antes de chegar ao evento já nos vamos orientando. Na internet diz para seguir pela EN109 (a estrada da Figueira) sentido Norte e nos semáforos do Ervedal cortar para Oeste e daí seguir as placas. Ao ver as placas rectangulares de duas cores divididas na diagonal sente-se um certo conforto por se estar no caminho certo.

Durante a prova acontece exactamente o mesmo. Assim que encontro o ponto de controlo que procuro sinto um conforto: estou a ir bem, não estou perdido. Em quase todos os pontos consegui encontrar à primeira o ponto de controlo que eu queria, excepção feita ao malogrado ponto treze onde me desonrientei e andei segundo um azimute tirado a correr (tenho de treinar melhor a técnica 1, 2, 3 da Silva). Demorei quase vinte minutos para chegar a esse ponto que esta entre duas árvores numa clareira perfeitamente assinaladas no mapa e no cartão de sinalética suplementar!

Cansa muito mais correr neste deporto do que em corrida normal, porque aqui pára-se muitas vezes para consultar o mapa e porque o terreno não é regular para a corrida constante. É preciso escolher bem o percurso para demorar o mínimo tempo possível. Eu demorei 1h20m07s a percorrer o percurso com os 15 pontos, 5,7Km e 155m de desnível acumulado e pareceu-me uma prova razoável. Thierry Gueorgiou, actual nº 1 mundial, precisou apenas de 1h06m28s, mas para fazer um percurso com 28 pontos, 13,7Km e 325m de desnível acumulado! É querer comparar alhos com bugalhos!

No fim ainda passei um bocado para ver as várias actividades a decorrer no local da meta. O Ori-Anima direccionado para os mais novos e filhos de atletas que ali ficavam entretidos enquanto os pais iam competir chamou atenção à minha curiosidade. E eis que vejo a Lia com a cara pintada e um chapéu feito de balões a animar aqueles miúdos. Não a reconheci à primeira naqueles preparos e talvez por não estar a fazer conta. Foi bom ver ali alguém conhecido, visto eu ainda não conhecer os atletas do COC - Clube de Orientação do Centro, do qual faço parte. Já tinha encontrado também o Mário Duro com a família, sim, aquele que no Acapatrono fez de Síndrome.

As próximas provas são:
20 e 21 de Maio - Campeonato Nacional Absoluto - Tocha/Cantanhede
10 de Junho - VIII Grande Prémio do RA4 - Pataias (Alcobaça)
8 de Julho - Nocturna 2006 - Pedrogão (Leiria)

Corram!

quarta-feira, maio 03, 2006

Acapatrono

Foi o primeiro Acampamento Regional da Iª secção em que participei. Por isso, pairava uma certa expectativa, apesar de a actividade ser durante apenas dois dias.

Para este ano o local escolhido foi o parque de campismo da Orbitur em S. Pedro Moel, perto da praia e da mata. O espaço reservado aos escuteiros estava dividido em cinco campos consonantes com o imaginário da actividade: o Sr. Incrível, a Mulher Elástica, a Violeta, o Flecha e o Zézé.

Eu fiquei no campo da Mulher Elástica e a primeira coisa a fazer era montar as tendas e o pórtico de campo. No caso, uma estrutura de madeira simples, rectangular, com elásticos presos em dois pontos superiores e esticados ao longo de duas linhas de pontos inferiores, criando o efeito dos cabos de aço de uma ponte suspensa.

A tarde foi passada com jogos na praia de S. Pedro, com escuteiros espalhados por todo o areal. O jogo onde fiquei, e que me calhou ser eu a explicá-lo sempre que chegava mais uma alcateia, fazia com que os lobitos se defendessem dos Agentes Infiltrados do Síndrome: os chefes.

A mecânica do jogo era simples: num quadrado largo desenhavam-se umas três linhas paralelas e equidistantes. Em grupos de cinco ou seis dispunham-se de mãos dadas ao longo de cada linha, formando um cordão humano. Os chefes, isto é, agentes do Síndrome, tinham de contornar cada "cordão" sem sair do campo e sem que o lobito da ponta lhe tocasse. Todo o cordão teria de andar para um lado ou para o outro ao mesmo tempo para não deixar ninguém passar e agarrar bem as mãos dos colegas do lado. O trabalho de equipa era a chave.

Daí seguia-se a luta contra o Síndrome, o vilão. Mas como fazer uma luta pedagógica sem violência? Na reunião de preparação surgiu uma ideia muito simples mas eficáz: o Síndrome é um vilão sizudo, sempre se mal com a vida e o seu ponto fraco era a falta de humor; o desafio era fazer rir o Síndrome. Sujeitou-se o Mário Duro como chefe de campo a fazer de Síndrome com uma fatiota azulada com umas cuecas por fora à super-herói e os lobitos tinham de o fazer rir.

No sábado à noite, a seguir ao jantar celebrou-se a Eucaristia pelo padre André da Maceira. Eu não o conhecia, mas fiquei logo elucidado quando perguntei à Balu da Sé: "É aquele de branco!"

A seguir, com os miúdos cansados dos jogos da tarde e ensonados com a missa, fez-se o fogo-de-conselho morno, com pouca inspiração. O ponto alto foi a versão da Santa Catarina pelo Marco e pelo Marcos da Sé.

Com os lobitos a dormir houve confraternização com chouriça e morcela assada, broa caseira que estava um espectáculo e um chá e bolos para acabar. Então sim, podíamos ir dormir reconfortados...

No domingo houve mais jogos, mas agora só depois de estar tudo arrumado e prontos a ir embora. O jogo onde fiquei desta vez foi o de pinturas com limitações: aleatoriamente calhava pintar com o pincel na boca e pintar com os pés. O objectivo era perceber as dificuldades de quem não é perfeito e mesmo assim pinta na perfeição.

Para acabar, com todas as alcateias formadas, e em jeito de despedida do departamento que para o ano será renovado, foi dado a cada alcateia um S. Francisco para pôr no totem. Assim que saía o nome do agrupamento pelo megafone, ouvia-se a última sílaba pelos caminheiros que ali estavam e um acorde de guitarra pelo Matu. Tornou-se hilariante porque se aplicava a qualquer coisa que era dita: Carvide - ide, Parceiros - eiros, Marinha Grande - ande, Queria agradecer - er, o empenho de todos os que aqui estiveram - eram.

Uma maneira divertida de acabar.