quinta-feira, agosto 24, 2006

Grupo Lena

Começou ontem o trabalho dentro do Grupo Lena, o maior da região centro. Para termos bem essa noção, logo no início somos confrontados com um vídeo de apresentação do grupo que explica a divisão das mais de 60 empresas do grupo em 9 conselhos estratégicos: construções, gás natural, indústria, imobiliária, automóveis, serviços, comunicação, ambiente e internacional.

As construções continuam a ser a actividade principal do grupo, representando mais de 60% do volume de negócios. Começou por se apostar na complentariedade de empresas, criando-se empresas que forneciam directamente produtos relacionados com a construção civil e obras públicas. Actualmente a expansão é em todos os sectores, adquirindo empresas numa aposta de diversificação de risco, num momento em que a construção passa por uma fase má.

Eu agora estou na Lena Construções, na parte da Logística para aprender as boas práticas em gestão de stocks e aprovisionamento implementadas por este conselho estratégico. A ideia é depois aplicar alguns destes conhecimentos na melhoria da gestão de stocks na Viamarca, uma empresa de marcação de estradas e sinalização vertical. A proposta é aliciante e implica mudar muita coisa na empresa que foi pioneira em Portugal na marcação de estradas.

No final de Setembro juntam-se a mim mais uns recém-licenciados para integrar um grupo por eles chamado de "elite" e receber formação pela Escola de Negócios do Grupo Lena, na perspectiva de integrar a administração de uma das empresas do grupo.

Para já as primeiras impressões são boas.

terça-feira, agosto 15, 2006

Visita guiada

É bem verdade que não apreciamos devidamente o local onde vivemos, não prestamos a mesma atenção aos pormenores em que as pessoas de fora reparam, mesmo que já tenhamos passado imensas vezes por esses sítios.

Ontem, a Filipa Gallis, a prima Regina e as respectivas mães vieram a Leiria e aproveitaram para conhecer um pouco melhor a cidade.

A princípio fiquei preocupado por achar que não havia nada de especial para mostrar em Leiria e por parte da cidade estar em obras e outra estar à espera delas.

Numa breve lista mental de pontos de interesse surge em primeiro lugar a visita ao Castelo de Leiria, o ex-libris da cidade restaurado por Ernesto Korrodi e que, infelizmente, encerra às segundas-feiras.

A igreja mais antiga da cidade em honra de S. Pedro estava fechada, mas era possível ir buscar a chave à esquadra de Leiria da PSP, ali mesmo ao lado. Admirámos aquele edifício, reparámos em pormenores, testou-se a acústica pelo membro nº 1 do Eborae Mvsica, passámos por responsáveis pela igreja por convidarmos um casal a sair para podermos fechar a igreja e entregar a chave e ainda reparei que estava lá um pano usado numa vigília das promessas do Agrupamento de Sto. Agostinho em Março, onde ficaram marcadas as mãos de pais, escuteiros e dirigentes.

Seguindo pela íngreme, estreita e sinuosa rua calcetada fomos ter à Sé de Leiria. Para entrar no parque da Sé sem pagar tive de dizer era do agrupamento 127, quando sou do 1198! Na capela direita um pormenor curioso: a origem do símbolo da Federação Portuguesa de Futebol, que os jogadores da selecção nacional usam ao peito para dar sorte tem origem religiosa (foi até pedida uma autorização especial para o seu uso), estava numa estátua de Jesus. Fiquei a saber que os jardins dos claustros da Sé foram substituídos por pedra e o poço tapado com um vidro grosso, tornando aquele espaço amplo e vazio.

Pela Rua Direita, antes do Terreiro, compraram as tradicionais Brisas do Lis na pastelaria LuziClara, e então foram devoradas no largo boémio. Depois a Praça do Giraldo de Leiria: a Praça Rodigues Lobo, com a sugestação de despejo por foleirice da Sra. D. Gordalina. Um breve descanso e mais alguns pormenores: a casa do arco, a abandonada igreja da Misericórdia, a referência em azuleijo à primeira tipografia da Península Ibérica, o largo do gato preto, as estátuas do Lis e do Lena, o mercado Sant'Ana com uma obra de arte a simbolizar a rodilha que permitia levar os cântaros à cabeça, a igreja do Espírito Santo, que, pelos vistos, são raras e o local onde tinha estado o convento de Santa Ana. Aproveitando as festas populares, passámos na Batalha e em Aljubarrota.

Na Batalha os Clã estavam a fazer o sound check para o concerto nessa noite. O mosteiro já estava fechado, mas deu na mesma para observar imensos pormenores templários naquele monumento e de receber a lição nº 1 de espiritualidade. Deu ainda para apreciar de relance a igreja matriz e passar pela recém-restaurada medieva ponte do Boitaca.

Em Aljubarrota o ambiente tentava lembrar os tempos de há 621 anos, em que exactamente a 14 de Agosto de 1385 D. Nuno Álvares Pereira levava as tropas portuguesas a expulsar os castelhanos de Portugal. A padeira de Aljubarrota está eternizada numa estátua moderna de ferro em cima de um forno com 7 portas e aí perto estão afixados uns azulejos alusivos que referem sem piedade que a padeira era feia, ossuda e tinha seis dedos em cada mão. Desta figura visitámos com desilusão a casa onde tería supostamente nascido, abandonada e coberta por um silvado.

O ambiente nas ruas de Aljubarrota era muito interessante com muitas pessoas trajadas à época, em pequenas bancas a expôr artesanato ou em tascas a servir comida e bebida. Não resistimos às bifanas de carne de porco, que ao serem assadas eram varridas por um vassoura de folhas de louro mergulhada num molho especial, ficando a carne com o sabor do molho e do louro. Era engraçado deambular pelas ruas movimentadas de Aljubarrota a encenar o tempo de D. João I, Mestre de Avis. Foi mesmo representada a peça "Foi por bem!", alusiva aos amores de D. João I dentro da própria corte. Houve ainda uma tentativa, a melhorar em edições futuras, de exemplificar num terreno aberto algumas tácticas militares inovadoras aplicadas por D. Nuno Álvares Pereira e que permitiram a impressionante vitória lusa perante a tamanha massa de espanhois.

Finalmente, despedimo-nos e seguiram elas para Lisboa, eu para Leiria. Porém, antes parei na Batalha para ver o resto do concerto dos Clã. Encontrei logo lugar para o carro, ainda melhor do que durante a tarde quando havia menos movimento, e ao chegar ao recinto estavam a começar a cantar uma das minhas músicas preferidas dos Clã: "Problema de Expressão". A seguir a essa ainda tocaram mais umas quatro, mas já porque o público pediu muito, pois já passava da hora e meia de concerto estipulada no contracto. Valeu a pena. Foi um dia muito bem passado e interessante, onde conheci um pouco mais a minha própria cidade.

sábado, agosto 05, 2006

Pré-época

Já entreguei ao João Oliveira do COC os impressos necessários para a inscrição na Federação Portuguesa de Orientação para a próxima temporada: Ficha de Renovação de Sócio do COC (clube de orientação do centro), Ficha de Inscrição de Atleta Federado na FPO e Exame Médico-Desportivo, que devia ter sido feito num Centro de Medicina Desportiva.

Não que seja já um treino, mas de vez em quando vou correr, como já fazia em Lisboa. Vou dar uma volta a Leiria ou às Cortes, mas já fica a vontade de fazer um bom tempo. Na quinta-feira passada saí de casa antes de jantar e fui a correr até Leiria, voltei por São Romão e segui até ao Zambujo. Aí, em vez de voltar à direita para minha casa, escolhi (porque me estava a sentir bem e com a respiração controlada) cortar à esquerda em direcção às Cortes pela Estrada da Ribeira, voltando finalmente das Cortes para casa pela estrada principal. Nunca parei e consegui, para minha própria admiração, manter sempre um ritmo constante e a respiração certa e lenta, inspirava ou expirava preferencialmente de três em três passadas.

Quando cheguei a casa eram 20:30, mas não sabia muito bem a que horas tinha saído (devo ter demorado perto de uma hora). A distância é equivalente à mini-maratona de Lisboa, para quem já fez. Portanto, uns passos para ficar em forma.

quarta-feira, agosto 02, 2006

WOC 2006


Na Dinamarca realiza-se até 5 de Agosto o Campeonato do Mundo de Orientação. Este campeonato é constituído por 4 grandes provas independentes: o sprint, a distância média, a distância longa e as estafetas. Homens e mulheres correm separadamente e em percursos diferentes. Participam selecções de todo o mundo, incluindo Portugal.

Na final de cada prova/distância participam 45 atletas. Porém, estes são seleccionados através de uma prova de qualificação por cada distância, excepto estafetas. Em cada qualificação, homens e mulheres dividem-se em 3 grupos cada e apuram-se os 15 melhores de cada grupo. Infelizmente para a selecção portuguesa, nenhum dos atletas nacionais (Marco Póvoa, Joaquim Sousa, Tiago Aires, Lídia Magalhães e Maria Sá) conseguiu ficar entre os 15 mais rápidos do seu grupo em cada uma das três distâncias.

Para acompanhar este campeonato em directo estão disponíveis emissões televisivas em directo nalguns países nórdicos e online para todo o mundo (aliás, para os primeiros a conectarem-se aos 4 servidores que depressa atingem a sua capacidade máxima). Para além disso, difunde-se o audiostream da emissão televisiva (principalmente para que tem a net mais lenta), comentários de texto ao minuto do que vai acontecendo, resultados em directo pela passagem por alguns pontos de controlo, é possível seguir via GPS os atletas no mapa e até ter acesso a fotografias ao longo da prova, mesmo antes de terminar. Portanto, para que quem não pode ver ao vivo na Dinamarca sinta que está lá embrenhado naquele ambiente.

Mas se isso não chega, existe um jogo estilo manager na internet em que escolhemos uma equipa com 3 elementos femininos e 3 masculinos e um treinador, sujeitos a um orçamento de 33.000.000€. Para que se tenha uma ideia, Simone Niggli-Luder, 10 vezes melhada de ouro em campeonatos do mundo, vale neste jogo 11.000.000€, o que mostra que é impossível ter uma equipa de vedetas. Este jogo faz-nos pelo menos conhecer alguns nomes de topo a nível mundial na orientação e perceber a sua importância relativa passada através de um preço simbólico que lhe é atribuído em consonância.

Se porventura ficaste com curiosidade, visita a página www.woc2006.dk, que é um bom ponto de partida.